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Paula Brito

Por Paula Brito

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  • O que pensa o fundador da Ivity e especialista em marcas?
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Carlos Coelho, da Ivity diz que a promessa "preços baixos todos dias" sai fragilizada, pois hoje os preços são 50% mais elevados

"Trata-se de marketing terrorista, com consequências pouco positivas para a marca Pingo Doce"

Carlos Coelho, da Ivity
D.R.
02/05/2012 | 18:04 | Dinheiro Vivo

Carlos Coelho, fundador da Ivity e especialista em marcas, considera que a ação de descontos de 50% (em compras superiores a 100 euros) do Pingo Doce "marketing terrorista". E pelo facto de ter sido feita no Dia do Trabalhador, "uma afronta."

Numa perspetiva mais de mercado, Carlos Coelho defende que "quando se utiliza o preço de uma forma violenta",  isto não é mais do que "retirar valor à cadeia de consumo no seu todo e a praticar um certo tipo de 'prostituição' que os consumidores acabaram por penalizar."

Como se sai a marca Pingo Doce desta iniciativa?

Sai com marcas dos estilhaços da bomba que lhe rebentou nas mãos

O facto de a promoção ter sido feita no dia do Trabalhador prejudica-a ou é indiferente?

O dia do trabalhador, feriado nacional, é um factor adicional de afronta, mas qualquer dia é mau para implementar uma ideia desta natureza.

O Pingo Doce não fez publicidade. Este é um caso de passa palavra que muito ganhou com as redes sociais?

Quando temos uma bomba para lançar basta que peguemos o rastilho numa rede social e o resto acontece pela natureza do conteúdo e pela predisposição do homem para difundir mensagens invulgares

Qual a leitura social disto tudo?

Acho que se trata de marketing terrorista, com consequência pouco positivas para a marca Pingo Doce e para o mercado no seu todo. A promessa do Pingo Doce - preços baixos todos dias - sai fragilizada, pois hoje os preços são 50% mais elevados do que ontem!

Donde se conclui?

Quando se utiliza o preço de uma forma violenta como factor de atração do consumo, mesmo em ambientes recessivos, o que estamos a fazer numa perspetiva global da sociedade é a retirar valor à cadeia de consumo no seu todo e a praticar um certo tipo de "prostituição" que os consumidores acabaram por penalizar.

Especialista em marcas alerta ainda para a perda de valor na cadeia de consumo ao se utilizar o preço de uma forma violenta

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