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Dinheiro Vivo

Por Dinheiro Vivo

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  • Quais seriam os custos económicos da saída de um país?
  • Qual é a solução? Mais federalismo?
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Abandonar o euro é um péssimo negócio. As conclusões foram hoje publicadas pela UBS. Saída de Portugal custaria metade do PIB nacional

Sair do euro custaria 11500 euros/ano a cada português

Sarkozy, Passos Coelho e Merkel
Sarkozy, Passos Coelho e Merkel
D.R.
06/09/2011 | 12:02 | Dinheiro Vivo

11500 euros a cada português só no primeiro ano. É esta a factura que o banco suíço UBS prevê que terá que ser paga se Portugal abandonar a moeda única. Ou seja, cerca de 40 a 50% do Produto Interno Bruto seria tragado pela saída do euro.

Nos anos subsequentes, a factura já seria mais suave: três a quatro mil euros por português. Já se a Alemanha quisesse regressar ao marco, o banco UBS estima que isso custaria entre 6 e 8 mil euros a cada alemão e cerca de 3500 a 4500 nos anos seguintes.Um mau negócio para todos. Sai mais barato comprometer-se com os resgates de Portugal, Grécia e Irlanda. Mas o que diz ao certo o estudo do UBS?
1. Confederação fiscal precisa-se. No entender dos suíços, o euro vai caminhar, mesmo que lenta e penosamente, para algum tipo de integração fiscal. A probabilidade de a zona euro desmoronar por completo é perto de zero. Nenhum país pode ser expulso, mas pode considerar sair. Claro que a maior parte não fez bem as contas aos custos de tal posição.

2. Os custos económicos. Para os países mais fracos (como Portugal), o custo da saída do euro seria de 11500 euros por cidadão. E isto só no primeiro ano. Depois, a factura caía para os três a quatro mil euros. Qualquer coisa como metade do PIB nacional. A isto há que juntar o colapso do sistema bancário, o default da dívida soberana, a razia nas empresas e o fim do comércio internacional tal e qual o conhecemos.

3. Mais custos económicos. Para os países mais robustos, como a Alemanha, o preço de sair do euro e regressar ao marco podia chegar aos 8 mil euros por cada germânico, também no primeiro ano. Nos anos seguintes a factura deveria situar-se algures entre os 3500 e os 4000 euros por cidadão. Para se ter um termo de comparação, o resgate total a Portugal, Grécia e Irlanda fica por mil euros a cada alemão. E pago só de uma vez.

Fica mais barato patrocinar os resgates aos países da zona euro em dificuldades.

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