As caixas registadoras vão acabar

D.R.
As máquinas registadoras têm os dias contados. As empresas vão ser obrigada a usar apenas sistemas de facturação certificados e a emissão de talões de venda também vai ter novos critérios. Na mira dos fisco estarão ainda as manifestações de fortuna.
As empresas que facturam mais de 250 mil euros e emitem mais de mil facturas/talões por ano vão deixar de poder ter caixas registadores, sendo obrigadas a usar unicamente programas de facturação certificados. Esta medida consta do plano de combate à fraude e evasão fiscais, a que o Dinheiro Vivo teve acesso, prevendo-se ainda uma “redução significativa” e “faseada” do volume de negócios anual que actualmente serve de referência àquela obrigatoriedade.
Esta é uma das formas com que o Ministério das Finanças irá responder à “anunciada” subida da economia paralela na sequência do aumento da carga fiscal, nomeadamente do agravamento da taxa do IVA na restauração.
No plano, que hoje será divulgado e que é composto por meia centena de medidas, os equipamentos não certificados também não escapam. Tudo porque, serão criadas regras para utilização destes equipamentos, nomeadamente a obrigatoriedade de numeração e registo de documentos que são passados, quando a emissão de factura não é obrigatória (que é o que pode acontecer nas vendas de valor inferior a 10 euros). Os softwares que emitem duas facturações paralelas (uma para controlo interno e outro ( de valor mais reduzido) para efeitos fiscais têm assim os dias contados.

Plano estratégico de combate à fraude e evasão fiscais vai obrigar empresas a ter programas de facturação certificados


































