Bruxelas preocupada com a emigração contradiz Passos Coelho
O comissário para os Assuntos Sociais e da Inclusão mostrou-se ontem preocupado com a situação de jovens que "estão a deixar a Europa" em busca de emprego. Ao contrário do que defende Passos Coelho, o comissário entende que "esta dinâmica tem de acabar".
Para Laszlo Andor "os efeitos prolongados da crise” aumentam os números do desemprego e “alguns jovens estão já a deixar a Europa para encontrar emprego em países como os EUA, Canadá, Austrália ou Brasil, Angola e mesmo Moçambique dependendo da sua língua de origem e esta dinâmica não pode continuar", considerou o comissário.
Estas palavras contrariam as afirmações de Passos Coelho, que numa entrevista recente ao Correio da Manhã, defendeu que para algumas profissões, por exemplo os "professores, podem olhar para todo o mercado de língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa".
Já o Comissão Europeia defende que as alternativas sejam encontradas pelos Estados-Membros “ao nível nacional”.
"Obviamente a primeira responsabilidade em termos de política de emprego permanece nos estados", considerou Durão Barroso, durante a conferência de imprensa, em Bruxelas, para a apresentação da iniciativa "Oportunidades para a Juventude".
"Acreditamos que a União Europeia pode contribuir num sentido positivo, trabalhado em parceria com os estados e com os parceiros sociais precisamos de lidar com as questões sistémicas", acrescentou Barroso, mostrando preocupação com um cenário “alarmante”.
"Cinco milhões de jovens europeus - o futuro da nossa sociedade - estão agora desempregados e precisam de ajuda. A taxa de jovens que procuram de emprego é simplesmente alarmante, atingindo cerca de 50% em alguns países", considerou.

Ao contrário do que defende Passos Coelho, Bruxelas diz que a saída de jovens da Europa em busca de emprego é preocupante e tem de acabar


































