Com o desemprego a cair, Alemanha lidera recuperação da economia europeia
Enquanto a zona euro é pressionada pelo crescente desemprego, a Alemanha regista quedas históricas no desemprego, o que, segundo a agência Reuters, dá ao país a responsabilidade de liderar a recuperação económica europeia. Em Itália, por sua vez, o número de desempregados subiu para o valor mais alto desde 2004, o que acentua as diferenças entre os países periféricos e os países do núcleo europeu.
O desemprego foi, aliás, o tema central da cimeira que reuniu segunda-feira or líderes europeus em Bruxelas, que acordaram em aplicar políticas de incentivo ao emprego nos países que atingem níveis mais preocupantes. Além disso, foi também acordado por 25 dos Estados-membros a adoção de um pacto orçamental, proposto pela Alemanha.
Mas cumprir um duro pacto orçamental e estimular o desemprego são duas medidas difíceis de conjugar. De facto, por um lado, é necessário reanimar as economias à beira da recessão e, por outro, são exigidos cortes drásticos para respeitar os limites impostos.
Sendo uma das economias europeias mais saudáveis, a Alemanha enfrenta a pressão a liderar a retoma da economia da zona euro. "A Alemanha está a mostrar que há vida além da austeridade", explica à Reuters Holger Schmieding, economista do Berenberg Bank, em referência aos dados do desemprego na alemão.
Mas as esperanças de que a economia alemã, tradicionalmente focada nas exportações, tenha margem de manobra para persuadir os seus cidadãos a comprar bens e serviços de outros países europeus pode ser repensada, já que a tarefa mais urgente é restaurar a confiança dos mercados na zona euro.

Cimeira de segunda-feira reforçou o pacto orçamental, mas acordou medidas de incentivo ao emprego

































