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Dinheiro Vivo | Lusa

Por Dinheiro Vivo | Lusa

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Seguro reafirmou a necessidade de alargar por mais um ano o cumprimento do programa da troika

Seguro. Atraso de Passos Coelho em "chegar a conclusões óbvias" já habituou portugueses

António José Seguro
António José Seguro, PS
JOANA SOUSA
20/02/2012 | 17:34 | Dinheiro Vivo

O secretário-geral do PS considerou hoje que os portugueses já estão habituados a que o primeiro-ministro chegue tarde a "conclusões óbvias", reiterando a necessidade de Portugal ter "pelo menos mais um ano" para consolidar as contas públicas.

"Os portugueses já estão habituados a que o primeiro-ministro chegue tarde a conclusões óbvias", afirmou o secretário-geral, António José Seguro, quando questionado sobre as últimas declarações do chefe do executivo sobre a necessidade de existir uma dilatação no prazo para o cumprimento do programa de ajuda financeira.

No domingo, o primeiro-ministro disse que ainda não se sabe se será preciso mais tempo, mas sublinhou esperar que não.

"Nós não sabemos se precisaremos disso ou não. Esperemos que não. Esperemos poder pôr as nossas contas em ordem na altura devida, com o apoio que nos deram", observou Passos Coelho.

Lamentando que os portugueses tenham de pagar "um preço elevado" por "essa chegada tardia do primeiro-ministro", António José Seguro defendeu que mais importante do que a mudança de opinião do primeiro-ministro, é que o Governo proponha a alteração à 'troika'.

Antes, o secretário-geral do PS já tinha adiantando que, durante o encontro que manteve esta manhã durante hora e meia com os responsáveis da 'troika', o partido reafirmou que é desejável que Portugal "tenha pelo menos mais um ano para consolidar as contas públicas".

"O plano tal como está conduz a um agravamento das condições económicas e sociais no nosso país", enfatizou António José Seguro, assegurando, contudo, que o PS defende que Portugal deve cumprir e honrar os compromissos assumidos, mas tal não se deve traduzir em "tantos sacrifícios".

José Seguro criticou indefinição de Passos Coelho quanto à necessidade de alargar prazo para o cumprimento do programa de assistência

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