Parlamento debate hoje novas regras do Código do Trabalho
As alterações ao Código do Trabalho propostas pelo Governo são hoje debatidas no plenário da Assembleia da República, num debate que vai decorrer ao mesmo tempo que a CGTP promove um protesto contra a nova legislação, junto ao Parlamento.
O desfile organizado pela confederação liderada por Arménio Carlos pretende mostrar o desagrado da central sindical perante as propostas que os deputados vão debater, e que mereceram o acordo dos patrões e da UGR em sede de concertação social.
A proposta de lei 46/XII, aprovada a 02 de fevereiro em Conselho de Ministros, e que deu entrada no Parlamento a 09 de fevereiro, traduz alterações à atual legislação laboral através de propostas do Executivo que foram subscritas pelos parceiros sociais, à exceção da CGTP, no 'Compromisso para a Competitividade e Emprego', assinado a 18 de janeiro.
Eis as principais alterações ao Código do Trabalho que se aplicam ao setor privado:
- Dois religiosos, dois civis. Quatro feriados vão desaparecer do calendário laboral, mas nem a Igreja nem o Estado estabeleceram ainda as datas que deixam cair, mas tudo indica que as escolhas possam recair sobre o Corpo de Deus e 15 de Agosto e 5 de Outubro e 1 de Dezembro.
- As férias ficam também mais curtas. De acordo com a proposta do Governo acabam os três dias extra por assiduidade, o trabalhador passa a ter apenas 22 dias de descanso.
- Aproveitar as pontes para alargar o fim-de-semana continua a ser possível, mas agora, os trabalhadores são obrigados a meter um dia de férias, ou então podem compensar o dia mais tarde. Se faltar e não justificar, o trabalhador perde o o salário correspondente à ausência.

As alterações ao Código do Trabalho propostas pelo Governo são hoje debatidas no plenário da Assembleia da República
























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