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Lucília Tiago

Por Lucília Tiago

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Plafonamento, reformas antecipadas e custos de contexto são os temas que preocupam os parceiros

Concertação Social: Parceiros forçam debate sobre plafonamento e reformas na reunião de hoje

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Pedro Mota Soares, ministro
Carlos Manuel Martins
17/04/2012 | 00:00 | Dinheiro Vivo

O mote para a reunião de hoje da Concertação Social é a igualdade do género no mercado de trabalho, mas esta questão está longe de centrar as preocupações dos parceiros sociais que vão aproveitar para trazer para a discussão alguns dos temas que estão a marcar a atualidade, nomeadamente o congelamento das reformas antecipadas, o plafonamento das pensões e as mudanças no pagamento das baixas por doença.

“Vamos aproveitar para questionar o Governo sobre a decisão o congelamento das reformas antecipadas e para deixar bem claro que os parceiros sociais não existem para ser confrontados com decisões”, disse ao Dinheiro Vivo o secretário geral da CGTP, Arménio Carlos. A delegação da CGTP pretende ainda expor a sua total oposição ao plafonamento das pensões – medida que está a ser estudada pelo Governo.

Do lado da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal Portugal, a reunião de hoje – que marca o arranque de um novo ciclo de reuniões – irá também servir para salientar que depois de assinado o acordo tripartido, há matérias relacionadas com os custos de contexto que estão a tardar em ir para o terreno. A fatura da eletricidade e dos combustíveis são exemplos disso, mas não só.

Esta confederação, tal como a CIP, está preocupada com o aumento de encargos que as empresas vão ter na sequência das alterações recentemente aprovadas pelo Governo para reduzir a comparticipação da Segurança Social nas baixas por doença de mais curta duração.

“Foi assumido no acordo tripartido a necessidade de reduzir os custos de contexto, mas as últimas medidas que surgiram apenas os vêm agravar”, precisou Vieira Lopes, referindo-se concretamente às baixas e também à anunciada nova taxa de saúde e segurança alimentar que vai ser imposta á distribuição.

Concertação Social arranca hoje com nova ronda de reuniões, com uma proposta sobre igualdade de género no mercado de trabalho

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