Alexandre Soares dos Santos: "Não sabia da campanha do Pingo Doce"

Leonel de Castro
Alexandre Soares Santos, chairman da Jerónimo Martins, disse ao semanário Sol que não teve conhecimento da campanha de promoção feita pelos supermercados Pingo Doce no passado feriado de 1 de Maio. O homem forte do grupo, e pai do administrador-delegado Pedro Soares dos Santos, adianta ainda que "não esperava nada disto" e que o que se passou "foi uma loucura".
A verdade, é que a campanha apanhou tudo e todos de surpresa, até mesmo o dono da cadeia de supermercados, foi planeada em grande secretismo pelo departamento de promoções e tão pouco precisou de ser publicitada. Os gerentes das 369 lojas só foram informados da campanha 15 dias antes e tiveram ordem para não falar nem sequer com os funcionários. Os cerca de 24 mil colaboradores da cadeia só souberam no dia anterior.
O que se seguiu é o que se sabe. Uma multidão invadiu os supermercados Pingo Doce, atraídos pelos 50% de desconto em compras superiores a 100 euros.
Para o presidente do Grupo Jerónimo Martins o que se passou no 1º de Maio foi "uma loucura".
Face às críticas que se têm somado, não só pelos preços francamente baixos, a que cada produtos acabava por sair da loja, mas também pela realização desta campanha no Dia do Trabalhador, o patrão do Pingo Doce, é perentório: "Tratou-se de uma promoção e de uma operação para fazer face à quebra das vendas."
Alexandre Soares dos Santos rejeita qualquer conotação ideológica à campanha apelidando tais críticas dizendo que "isso é ridículo".
Contas feitas, o Pingo Doce teve "cinco vezes mais clientes do que seria de esperar num dia normal", como referiu Luís Araújo, diretor-geral da cadeia.

A promoção foi preparada em ambiente de grande secretismo e nem sequer foi publicitada.












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