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Miguel Pacheco

Por Miguel Pacheco

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Rede vale 38 milhões de dólares e é prioritária. Investimento em Angola é cada vez mais diversificado

Angolanos entregam a portugueses rede para transportar alimentos frescos

Álvaro Santos Pereira, min. Economia
Santos Pereira em Luanda
Rogério Tuty / Jornal de Angola
07/07/2012 | 00:00 | Dinheiro Vivo

A Filtubos está no novo Parlamento de Angola e na reabilitação da baía de Luanda, que será inaugurada dia 15. O projeto, construído pelo consórcio Mota-Engil e Soares da Costa, reabilitou a zona litoral de Luanda, limpando também as águas da baía. Além das áreas de lazer, o projeto inclui duas zonas de habitação, que pagarão o investimento realizado desde 2009, quando o projeto arrancou, com um orçamento de 200 milhões de dólares. Segundo os promotores, o preço por m2 nesta área pode atingir os 10 mil dólares, cerca de 8500 euros por m2. Este ano, e segundo as últimas previsões feitas em maio pelo FMI, o PIB angolano irá crescer 9,7%, registando uma inflação de 11,1%.

Angolanos atentos às renováveis em Portugal
Dois ministros angolanos, o mesmo tema: renováveis. Luanda está interessada na tecnologia portuguesa e o assunto foi discutido ao mais alto nível. Manuel Vicente e Abraão Gurgel, ministro da Economia, discutiram o tema na quinta feira com Álvaro Santos Pereira, em reuniões separadas. "As renováveis são uma área que nos interessa", admitiu Abraão Gurgel, juntamente com a "banca e outras reservas em áreas financeiras".

Nas renováveis, o primeiro passo já foi dado: caberá a uma empresa portuguesa - a Gesto Energia - fazer o primeiro mapa geológico de Angola, a primeira etapa neste processo. As renováveis fazem parte da estratégia angolana para levar energia barata às províncias mais pobres.

Com uma economia muito dependente dos combustíveis fósseis, Luanda também está interessada em diversificar o seu mix energético, mesmo mantendo o foco no petróleo. Recentemente, Manuel Vicente, que foi presidente da Sonangol durante 12 anos, assumiu ao Financial Times (FT) que um dos objetivos do governo passa por multiplicar por cinco a produção de barris, elevando--a para 500 mil barris/dia. Com explorações em cuba e no Iraque, entre outros países, a Sonangol adquiriu, em 2009, a brasileira Stalefish. "A estratégia é olhar para fora. Os ativos não podem estar todos cá dentro", garantiu Manuel Vicente.

Angola produz, por ano, 1,8 milhões de barris. Um litro de gasolina ronda os 0,50 cêntimos de dólar

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