Passos admite suavizar subida da TSU

D.R.
A medida que sobe a Taxa Social Única dos trabalhadores para financiar um corte na dos empregadores poderá ser suavizada, diz o primeiro-ministro.
Em entrevista à RTP1, Pedro Passos Coelho referiu, sem nunca quantificar valores, que os empregados com "salários mais baixos" serão salvaguardados no aumento da TSU de 11% para 18% em 2013 "através de um crédito fiscal" ou de uma outra medida que torne o peso dos descontos mais progressivo.
"Admito que possa existir uma diferenciação da própria TSU", declarou. Uma diferenciação de acordo com o nível salarial: quanto maior, mais penalizador será o agravamento da TSU.
Mas Passos não deu com mais pormenores. Disse não quer fechar portas a uma eventual negociação da medida.
"O Governo está aberto, como é evidente, a debater quer com o PS, quer com os parceiros sociais". No entanto, o primeiro-ministro nunca aceitou deixar cair a medida em si.
Uma hora antes, António José Seguro, secretário-geral do PS, ter dito que não a aceitará e que votará contra o OE/2013.
Vários patrões também já se mostraram contra o aumento, apesar de beneficiarem da medida (a sua parte da TSU cai de 23,75% para 18%). Dizem que irá canibalizar o poder de compra, deprimir ainda mais a procura interna, agravar a recessão, que assim poderá ser pior que 1%.

"O Governo está aberto, como é evidente a debater quer com o PS, quer com os parceiros sociais"























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