Milton Friedman, o guru do ministro das Finanças
"A existência de um mercado livre não invalida, evidentemente, a necessidade de um governo. Pelo contrário, um governo é essencial para a determinação das 'regras do jogo' e um árbitro para interpretar e pôr em vigor as regras estabelecidas. O que o mercado faz é reduzir sensivelmente o número de questões que devem ser decididas por meios políticos e, por isso, minimizar a extensão em que o governo tem que participar directamente do jogo."
Esta citação foi extraída do livro "Capitalismo e Liberdade", de Milton Friedman (1912-2006), prémio Nobel da Economia de 1976.
Milton Friedman é uma referência para o novo ministro de Estado e das Finanças. Vítor Gaspar é um investigador e conselheiro teórico, que agora vai poder dar uma forma pragmática ao seu pensamento de economista liberal. Menos Estado melhor Estado será, decerto, uma das fórmulas que Vítor Gaspar vai aplicar nas finanças públicas.
Defensor do mercado livre, Milton Friedman foi um dos gurus das chamadas escolas monetarista e de Chicago. Cabe-lhe parte do sucesso do presidente Ronald Reagan no crescimento económico dos EUA nos anos 80 devido à influência que teve junto dos próximos da Casa Branca e que deu origem à teoria que os media apelidaram de 'reaganomics'.
Friedman assumia-se como um liberal, mas fazendo notar que "o liberal teme fundamentalmente a concentração de poder", aqui se entendendo tanto um governo excessivamente intervencionista como um monopólio empresarial.
Muitas vezes foi acusado de a sua visão do mundo esquecer o indivíduo individualmente considerado. Contestou, por exemplo, o salário mínimo, que alguns países começaram a criar na sua época. "O efeito do salário mínimo é o de tornar o desemprego maior", disse.

Milton Friedman foi um dos gurus das chamadas escolas monetarista e de Chicago


































