Portugal foi o único país do euro a subir IRS para os mais ricos

José Carlos Pratas
Portugal foi o único país da zona euro em que a taxa máxima de IRS aumentou entre 2000 e 2011, subindo de 40% para 46,5%.
Numa altura em que se discute a tributação dos rendimentos dos mais ricos em países como os Estados Unidos, França e Itália, os dados do Eurostat mostram que Portugal já é um dos países da União Europeia onde essa taxa é mais elevada. A este valor é necessário ainda acrescentar o efeito da sobretaxa de 3,5% sobre os rendimentos de 2011, que empurra a taxa marginal dos mais ricos para os 50%, pelo menos durante um ano.
O peso elevado da carga fiscal não é obviamente exclusiva dos mais ricos, mas este valor máximo é normalmente utilizado como termo de comparação. Enquanto os portugueses mais ricos pagam 46,5%, a média da zona euro está nos 41,8% e da União Europeia (UE) nos 37,1%.
Entre os restantes países da UE, só Suécia e Reino Unido também aumentaram a taxa marginal de IRS nos últimos 11 anos, com variações de 4,9 e 10 pontos percentuais, respectivamente.
A Bulgária foi a economia europeia em que essa taxa mais desceu, caindo 30 pontos, para os 10%, seguida de perto pela Roménia (-24), Hungria (-23,7) e Eslováquia (-23). Países como França, Alemanha e Espanha também registaram reduções de 12,3, 6,3 e 3 pontos percentuais, respectivamente. Na Grécia, a taxa máxima manteve-se inalterada.

No entanto, os rendimentos do trabalho não são a melhor forma de analisar o rendimento dos mais ricos

































