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Luís Reis Ribeiro

Por Luís Reis Ribeiro

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O défice público nacional vai sofrer um desvio por causa da Madeira, não de 277 milhões de euros, mas sim de 500 milhões

Madeira provoca desvio de 500 milhões no défice de 2011

Alberto João Jardim apelou a Passos que não seja
Jardim reuniu-se hoje com Passos
Helder Santos
30/08/2011 | 21:15 | Dinheiro Vivo

O défice público nacional deste ano vai sofrer um desvio por causa da Madeira, não de 277 milhões de euros como disse a troika a 12 de Agosto, mas sim de 500 milhões revelou fonte oficial da Comissão Europeia contactada pelo Dinheiro Vivo.

Hoje, dia em que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, na apresentação do Documento de Estratégia Orçamental, levantará o véu sobre os futuros sacrifícios a pedir aos portugueses (impostos,  salários e segurança no emprego) e os corte concretos na despesa, sabe-se que a questão da Madeira é mais grave do que se pensava, dramatizando o ajustamento necessário no défice.

O gabinete do comissário Olli Rehn, o responsável dos Assuntos Económicos, diz que a situação financeira ruinosa de uma empresa detida pelo Governo Regional de Alberto João Jardim e a extinção de uma sociedade que promovia obras rodoviárias em regime de parcerias público-privadas (PPP)_são responsáveis por um agravamento do défice nacional equivalente a 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Se nada fosse feito para corrigir este novo buraco, e sem contar com o desvio já assumidos na ordem dos 2000 milhões de euros em 2011 (BPN, quebra nas receitas, derrapagem nas despesas públicas correntes, encargos com PPP, etc.), o défice nacional deste ano subiria dos 5,9% prometidos à troika para 6,2% por causa dos problemas com a gestão e as opções financeiras da Madeira.

A Região Autónoma teve de registar nas contas do Governo regional a dívida de uma empresa do governo regional com problemas financeiros e a extinção de uma Parceria Público-Privada. Estas operações, que perfazem um total de 500 milhões de euros ou 0,3% do PIB, são registadas como aumento da despesa extraordinário nas contas públicas nacionais”, diz a fonte da Comissão, instituição que, juntamente com o BCE e o FMI, forma a troika, a estrutura que desenhou e avalia as metas do programa de intervenção que Portugal tem de cumprir para ter acesso ao empréstimo de 78 mil milhões de euros.

Desvio adicional nas contas da Madeira afinal não é de 277 milhões de euros como disse a troika a 12 de Agosto, mas de 500 milhões de euros

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