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Catarina Beato

Por Catarina Beato

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"Ao ler este artigo, e os comentário que se seguem há pouco para dizer...."

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Poderão dois filhos, que afinal são irmãos, que partilham a casa e a mãe, ser tratados de forma diferente, em termos económicos?

Crónicas de uma Desempregada: Irmão rico, irmão pobre

Dois filhos, dois pais
Novos conceitos de guarda partilhada
D.R.
23/09/2013 | 11:45 | Dinheiro Vivo

Há questões em que não pensamos quando temos filhos. Não escolhemos os homens por quem nos apaixonamos de acordo com a conta bancária, para o bem ou para o mal. E são esses os homens com quem temos filhos, aqueles por quem nos apaixonamos. 


Deveria ser escrito no singular, num mundo perfeito seria "o pai dos meus filhos", mas a realidade traz-nos outras gramáticas. Tenho dois filhos, de pais diferentes. São pais presentes, mas diferentes em tudo o resto, inclusive na disponibilidade financeira. Esta realidade é agravada pelo facto de ter tido os meus filhos em momentos da minha vida completamente distintos, em termos de dinheiros. Também não escolhemos as voltas que a vida dá.

A pergunta, o meu pequeno drama doméstico, é essa: poderão dois filhos, que afinal são irmãos, que partilham a casa e a mãe, ser tratados de forma diferente em termos económicos? 

Não sendo, infelizmente, possível nivelar por cima, será justo nivelar por baixo? Ou devemos dar a cada filho as melhores condições possíveis, independentemente, de serem diferentes? 

Gostaria de escrever sobre estratégias, gostaria de dar conselhos e respostas, mas mantenho as dúvidas, as minhas e as hipotéticas. 

Obviamente que o dinheiro não dá felicidade, mas é um facilitador. O dinheiro não paga o tempo disponível para os filhos, nem os mimos que se dão, nem as pequenas coisas de todos os dias. Mas, um dos filhos poder frequentar o melhor colégio e o outro ter que optar pela escola pública, é injusto? E um dos filhos ir viajar à Eurodisney, e o outro não? Imploro ao pai que viaja que fique por cá? Como se gerem as prendas de Natal e as festas de aniversário? Como se gerem os problemas de consciência pela memória daquilo que se deu a um, mas não é possível dar ao outro?

Cá em casa o drama existencial de realidades distintas é suavizado pela enorme diferença de idades

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