Zara acusada de intimidar funcionários de lojas no Porto

Jorge Amaral
Os trabalhadores de três lojas da Zara no Porto terão sido "intimidados" e forçados a pedirem uma redução dos horários pela própria empresa.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), a Zara terá forçado os trabalhadores a aceitarem reduções de horário para baixarem os custos da empresa, escreve o Jornal de Notícias, que cita um comunicado do sindicato.
O CESP afirma que, "num clima de intimidação e com ameaças de despedimento", a Zara propôs aos trabalhadores das lojas de Santa Catarina, Gaia Shopping e Dolce Vita "que solicitassem à empresa, por escrito, a redução de horário completo de 40 horas para 35 horas e de 25 horas para 20 horas, no caso dos trabalhadores em regime de part-time. A redução viria acompanhada da redução de salário correspondente.
O grupo Inditex comprou recentemente a Massimo Dutti em Portugal - que pertencia ao grupo Regojo - por mais de 100 milhões de euros e, por isso, o sindicato considera que a empresa está a "aproveitar-se da crise que atravessa o país para reduzir os custos com pessoal".
No mesmo comunicado, o CESP acrescenta que vai "exigir" a intervenção do ministro da Economia e do Emprego e da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), "dado que a maioria dos trabalhadores foram coagidos para assinarem a carta a solicitarem a redução dos seus horários e salários, com a qual não estão de acordo".

A Zara investiu recentemente na Massimo Dutti em Portugal e, por isso, o sindicado considera que a marca está a usar a crise como desculpa

























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