Zon. Aumentar a oferta de obrigações é "uma hipótese real"

D.R.
Depois da EDP e da Semapa, a Zon vai ao mercado de obrigações para obter financiamento.
Na segunda-feira a operadora dona da Zon TV Cabo arranca com uma oferta de obrigações no valor de 100 milhões de euros. Com uma taxa de juro de 6,85%, a oferta tem uma maturidade de três anos. O pagamento dos juros é semestral. A operação é levada a cabo pelo BES, BPI e Banif.
José Pedro Pereira da Costa, administrador financeiro da Zon, explica o que motivou esta opção da operadora.
Vão avançar com uma oferta de obrigações de 100 milhões. Porquê esta opção pelo mercado de obrigações e não por outras formas de financiamento?
É uma forma de diversificar as fontes de financiamento e tirar partido da notoriedade e reputação que a Zon tem entre investidores de retalho.
O que motivou esta operação? Que recetividade consideram que a mesma poderá vir a ter?
Pretendemos refinanciar atempadamente a dívida da Zon, que está coberta até final de 2013. Com esta emissão, vamos poder refinanciar dívida com maturidade em 2014. Para além disso, vamos melhorar ainda mais a já de si sólida posição de liquidez da Zon.
Até 6 de junho reservam-se o direito de aumentar o valor da oferta. É uma hipótese real? Até onde estão dispostos a aumentar?
É uma hipótese real, atendendo ao que sucedeu em recentes operações do género, em que a procura excedeu a oferta. Veremos qual é a reação do mercado e agiremos em conformidade.
Dizem que esta operação vai permitir refinanciar a dívida com maturidade em 2014. No atual contexto pensam vir a lançar uma nova oferta de obrigações?
Não é uma questão que estejamos a analisar nesta altura.

A operação de oferta de obrigações é feita pelo BES, BPI e Banif































