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Erika Nunes

Por Erika Nunes

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O crescimento do número de portugueses que visitam sites comerciais consegue ser mais rápido do que a passagem das empresas ao digital

Comércio eletrónico com 3,8 milhões de clientes

Galaxy Tab Fnac
Cada vez mais clientes na Internet
D.R.
17/02/2013 | 13:48 | Dinheiro Vivo

Os números divulgados, esta semana, pelo Netpanel da Marktest, são incontornáveis: só nos últimos três meses de 2012, cerca de 3,78 milhões de residentes em Portugal Continental acederam a sites de comércio eletrónico.

As marcas mais procuradas foram a Worten, a Fnac e o Continente, mas há milhares de PME_que estão a despertar para a oportunidade online.

A Associação do Comércio Eletrónico e Publicidade Interativa (ACEPI) e o IAPMEI estão a dinamizar o projeto PME Digital, uma iniciativa recente do Ministério da Economia, que pretende levar para a internet 30 mil empresas nos próximos dois anos.

“Todos os negócios, desde o restaurante do prato do dia até à mercearia de lá da rua têm a ganhar com a presença na internet”, explicou Alexandre Nilo da Fonseca, presidente da ACEPI, que estima que as vendas pela internet, em Portugal, movimentam "1,6 mil milhões de euros por semestre".
Abrir uma loja na internet, possuir um site e/ou ter presença nas redes sociais coloca as empresas ao alcance de um mercado potencial de mais de dois mil milhões de consumidores em todo o Mundo.

Ou seja, poderá ser a forma mais económica de internacionalizar os negócios massacrados pela quebra no consumo interno devido à recessão.

O mais recente barómetro da ACEPI, relativo ao segundo trimestre de 2012, revela que, no período em análise, o volume de negócios dos sites aumentou em 77% das empresas portuguesas, face ao período homólogo do ano anterior. Uma em cada dez vendeu mais de um milhão de euros em três meses.

Uma em cada cinco serviu mais de dez mil clientes no mesmo período e 68% conquistaram clientes novos. Porém, o investimento que as empresas realizaram nos seus sites, na maioria dos casos, manteve-se ou diminuiu face aos períodos homólogos dos últimos dois anos.

Os especialistas alertam, porém, que o desinvestimento pode "sair caro" às empresas, uma vez que é difícil apagar o rasto de determinados erros cometidos online e a perda de confiança dos clientes pode acontecer muito facilmente.

“Há falta de formação, em muitos casos, das pessoas que são colocadas a gerir a presença online das empresas. Por vezes, são as pessoas com menos experiência ou responsabilidade que são colocadas nessa posição e isso é um risco enorme”, denuncia Gabriel Augusto, diretor geral da academia de formação FLAG.

Apesar de tudo, ainda nos vai valendo o facto de Portugal ter arrancado mais tarde para a realidade do marketing digital. “Permite-nos evitar alguns erros e aprender mais depressa com as boas práticas", refere, salvaguardando, contudo, que "nem sempre é fácil transpor uma estratégia de outro país ou de outra empresa, pois não há um modelo a seguir, varia de negócio para negócio e cada caso é um caso".

Já se encontram, em Portugal, "bons exemplos" de boa gestão da presença digital de muitas empresas. Mas, considera Gabriel Augusto, ainda é “preciso que as empresas percebam que o marketing digital é muito mais do que ter alguém a escrever frases bonitas e a lançar passatempos nas redes sociais”.

Fundamental é “delinear e seguir uma estratégia coerente para o site e para o físico”, portanto se não colocaria “a pessoa com menos experiência a gerir a loja, não o faça no site”. Alguns erros podem ser "fatais" e espalhar rapidamente - de forma viral (ver caixa) -, ainda que, com (quase) a mesma rapidez possam acabar esquecidos.

No ano passado, a formação que oferecemos em marketing digital teve um aumento exponencial na procura", revela o diretor geral da FLAG. Profissionais de marketing e comunicação, mas também gestores, responsáveis pelos Recursos Humanos ou pela força de vendas das empresas estão a recorrer àquela formação para "perceber melhor o negócio" e delinear a referida estratégia comum a todas as plataformas de negócio.

"Há bastantes particulares que procuram a formação, também, numa lógica de encontrar mais saídas profissionais", acrescenta.

"Não temos números quanto à empregabilidade, mas sabemos que os desempregados ficaram bem encaminhados após a formação. E os que nos procuram, tendo emprego, ficaram certamente mais competitivos e preparados para o trabalho que desempenham", remata.

No segundo trimestre de 2012, o volume de negócios dos sites aumentou em 77% das empresas portuguesas

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