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Pedro Araújo

Por Pedro Araújo

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  • De que maneira a Active Space Technologies vai ajudar os aeroportos?
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Active Space Technologies, empresa de Coimbra, vendeu à Airbus tecnologias que vão colocar mais aviões no ar em menos tempo

Invento português permite descolagens a cada 30 segundos

Active Space Technologies
Bruno Carvalho explica inventos
Leonel de Castro
05/03/2012 | 11:29 | Dinheiro Vivo

O aeroporto de Lisboa está sobrelotado? As companhias queixam-se da falta de espaço? A portuguesa Active Space Technologies, sediada em Coimbra, deitou mãos à obra e inventou duas tecnologias que permitem poupanças significativas de tempo durante o voo e na descolagem. Uma boa notícia para os aeroportos, para as companhias e para os passageiros. A Airbus comprou os dois inventos e já está a testá-los.

A tecnologia Greenwake é uma espécie de laser colocado bem no nariz da aeronave. Serve para medir os vórtex (remoinhos de ar) que são criados pela descolagem dos aviões. Atualmente, é normal esperar por  mera precaução três a quatro minutos para que esse efeito desapareça e outro avião levante voo. Bruno Carvalho, CEO da empresa, estima que a diferença pode ser entre descolar de 30 em 30 segundos e fazê-lo só a cada três ou quatro minutos. "Diz-se que o Aeroporto de Lisboa está sobrelotado e esta pode ser uma solução", sugere.

O sistema Delicat acaba por ser um complemento do GreenWake na poupança de tempo. Evita turbulências no ar e consequentes atrasos. Ao detetar precocemente poços de ar, os flaps das asas do avião adaptam-se e evitam sobressaltos.

Bruno Carvalho e Ricardo Patrício, ambos engenheiros de formação e com 35 anos, estavam na Agência Espacial Europeia há dois anos quando se lembraram de passar da teoria à prática e fundaram a Active Space Technologies. Corria então o ano 2004 e a aposta deu frutos. A empresa deverá faturar mais de dois milhões de euros em 2012, contra 1,2 milhões em 2011. Tem crescido todos anos, à exceção de 2010. Com filial na Alemanha e escritórios comerciais na Holanda, os negócios têm surgido naturalmente e é previsível que cheguem aos 4 milhões de euros nos próximos três anos.

O projeto espera faturar 4 milhões de euros nos próximos três anos

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