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Dinheiro Vivo

Por Dinheiro Vivo

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Luanda quer garantias de que Lisboa não interferirá na estratégia da banca lusa em Angola

Angola admite nacionalizar bancos portugueses

28/10/2011 | 07:35 | Dinheiro Vivo

Luanda está preocupada com a postura que o Estado português possa vir a adoptar nos bancos lusos que recorram a fundos públicos para cumprirem as exigências de capital europeias, segundo o Jornal de Negócios.

As autoridades financeiras angolanas querem garantias que o recurso a dinheiro do Estado não provoque interferências na estratégia dos bancos portugueses e das respectivas operações angolanas que estes controlam. Se houver algum tipo de interferência, os responsáveis angolanos admitem a nacionalização dos bancos locais controlados pelos grupos portugueses.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi o último dos grandes bancos portugueses a entrar em Angola, em conjunto com o Santader Totta.

A Caixa criou também, em conjunto com a petrolífera estatal Sonangol, um banco de investimento.

O BPI está presente no país lusófono através do  BFA. Em 2008, o BPI teve de abrir o capital aos angolanos e vendeu 49,9% do banco à Unitel.

O Banco Espírito Santo está presente em terras angolanas através do BES Angola, e o BCP está representado através do Millenium BCP Angola.

E se houver algum tipo de interferência, os responsáveis angolanos admitem a nacionalização dos bancos locais controlados por portugueses

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