Banca e Galp levam PSI 20 a acompanhar perdas europeias

D.R.
A bolsa de Lisboa encerrou a sessão de hoje em terreno negativo, em linha com as perdas registadas pelas principais praças europeias, pressionada pelos títulos do sector financeiro e pelos pesos-pesados.
Na Europa, as principais praças terminaram com perdas que oscilaram entre os 0,2% do índice francês e os 2,7% da bolsa espanhola, tal como nos Estados Unidos em que as praças norte-americanas seguem igualmente no vermelho.
A pressionar os mercados acionistas esteve a situação de instabilidade política na Grécia, com a especulação de que o impasse na formação do novo governo possa intensificar ainda mais a crise da dívida soberana, bem como a nacionalização parcial que deverá acontecer esta tarde ao banco espanhol Bankia.
O índice PSI 20 fechou a desvalorizar 0,81% para os 5.218,34 pontos, com 11 cotadas no vermelho e 8 em alta.
Destaque para as ações da banca que penalizaram a praça lisboeta, sobretudo o BCP que perdeu 5,5% para os 0,103 euros, depois de ontem ter anunciado que vai propor na assembleia geral marcada para 31 de Maio a redução para metade do seu capital social, acompanhado pelo BES que desceu 4,57% para os 0,606 euros e pela Espírito Santo Financial Group que recuou 0,93% para os 5,2 euros.
A contrariar esta tendência do sector esteve o BPI que avançou 0,24% para os 0,417 euros, ainda animadas pelo reforço feito pela Santoro, holding da empresária angolana Isabel dos Santos, que passou a controlar quase 20% do capital do banco.
Os títulos com maior peso também pressionaram o índice, com a Galp Energia a deslizar 2,95% para os 10,685 euros, penalizada pela queda dos preços do petróleo, seguida pela PT que regrediu 0,89% para os 4,229 euros e pela Jerónimo Martins que desvalorizou 0,63% para os 14,1 euros.

A pressionar os mercados esteve a situação de instabilidade política na Grécia, bem como a nacionalização parcial do banco espanhol Bankia























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