Comunidade internacional preocupada com a fome quer acalmar mercados na reunião de Roma
Os Estados Unidos estarão representados a "alto nível", disse a mesma fonte, adiantando que três temas fundamentais vão ser abordados: "a transparência do mercado, os meios para limitar a volatilidade dos preços e a possibilidade da criação e gestão de 'stocks' pré-posicionados nos países mais vulneráveis".
França pretendia realizar um "G20 para a agricultura", com os ministros da tutela das 20 mais poderosas economias do mundo, e defendeu uma reunião do Fórum de Resposta Rápida (FIR) para refletir sobre os 'stocks' de reservas.
A FRR foi criada em 2011 na cimeira do G20, em Cannes (sul de França), após a crise de 2007-2008, devido à subida dos preços mundiais dos cereias, tendo como missão ajudar a coordenar a resposta internacional à ameaça da crise alimentar.
Mas a ONU recebeu a sugestão com prudência: "Não se deve criar o pânico enviando sinais errados", destacou a FAO.
"Estas políticas devem ser concebidas com antecedência e não podem ser ditadas por circunstâncias de curto prazo", respondeu também Olivier De Schutter.
"Crise, de facto, não há. Mas os 'stocks' de reservas estão em níveis historicamente baixos para o milho e são apenas necessários para o trigo", de acordo com o departamento de Agricultura norte-americano.
Em termos de seca, a Austrália é um dos países afetados e a "incerteza vai durar" no hemisfério sul, de acordo com um especialista francês.
Nos países desenvolvidos (Estados Unidos e União Europeia), as culturas estão a cair quase 10%.
Por isso, a FAO apoia a existência de verbas que possam ser destinadas aos países mais pobres e que estão em risco.

'Stocks' estão em níveis historicamente baixos para o milho e a níveis apenas necessários para o trigo, com quebra de 10% nas colheitas












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