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Erika Nunes

Por Erika Nunes

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"Não é "gambei", é "gān bēi" en pinyin (干杯)."

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Produtores portugueses de vinho, azeite e licores ensinam truques que não vêm nos livros sobre como fazer negócios no maior país asiático

Para vender à China é preciso aprender a dizer "gambei"

THREE GORGES
China
D.R.
21/07/2013 | 00:00 | Dinheiro Vivo

Paulo Osório representa diversos produtores de vinhos e azeite e já foi à China várias vezes, ao longo da última década, mas de cada vez que vai “parece que o país deu um salto, que anda em fast-forward e que é preciso aprender tudo de novo para conseguir negócios”. Hugo Monteiro, CEO da Xarão, empresa produtora de licores, está habituado a estudar mercados externos e exporta para quase uma dezena, mas alerta que “não há guia que ensine realmente a fazer negócios na China” e o problema é que, “na China não se fecham negócios por email ou por telefone”.

A recém-criada Associação de Jovens Empresários Portugal China (AJEPC) acabou por ajudar a resolver o problema, trazendo cá os empresários chineses e levando lá os empresários portugueses. Neste momento, decorre a segunda missão empresarial à China - a primeira foi em março - e as encomendas começam a sair. O truque dos empresários é “recorrer à conhecida capacidade de adaptação dos portugueses para criar ligações com os chineses, com quem, aliás, partilhamos algumas idiossincracias culturais”, como explica Alberto Neto, presidente da AJEPC.

Uma dessas idiossincracias é o gambei, que é a versão chinesa do brinde com uma bebida alcoolica. “Geralmente, os chineses exigem conhecer as pessoas com quem fecham negócios, por serem muito desconfiados. Isso é feito durante uma refeição, em casa de um deles. Durante a refeição, a qualquer momento, alguém brada gambei e todos têm de beber. Se não o fizer, é muito mal encarado”, revela Hugo Monteiro. “O problema é que os chineses brindam com vinho de arroz, que tem um teor de álcool elevadíssimo, então com 30 ou 40 gambei durante uma refeição, no final há gente a desmaiar”, refere. E foi nesse hábito cultural que a Xarão encontrou uma oportunidade de negócio, dado que os licores portugueses têm “muito menos álcool, logo podem fazer gambei sem cair para o lado”.

Na China não se fecham negócios por email ou por telefone

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