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Por Ana Rita Guerra

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Kaspersky Lab diz que são cada vez mais os programas de ciberespionagem descobertos pela sua rede

Espionagem via telemóvel está no auge, alertam especialistas

Tarifas de roaming acabam em 2015
D.R.
21/03/2013 | 10:40 |  Dinheiro Vivo

A ciber-espionagem através de aparelhos móveis atingiu um pico em 2013, segundo os dados da especialista em segurança Kaspersky Lab. A prática, que começou eu 2009, está em níveis preocupantes e abrange o roubo de dados dos telemóveis, o rastreio de pessoas através desses dispositivos e os serviços de geolocalização.

"O número de programas maliciosos que, pelo seu comportamento, são classificados como 'Spy-Trojans' ou 'backdoors' tem crescido significativamente durante o último ano", informa a Kaspersky. "Também se destaca o aumento no número de aplicações comerciais de monitorização, que muitas vezes são difíceis de diferenciar dos programas maliciosos."

A empresa avisa que ter o telemóvel desligado não evita que o código de espionagem instalado funcione. "O 'Trojan' pode utilizar vários truques engenhosos para passar despercebido, como por exemplo simular o desligar do telemóvel, com o fundo negro do ecrã e o tom de despedida, quando na realidade o dispositivo permanece em operação e com o gravador ligado, sem que o utilizador se aperceba disso", explica a Kaspersky.

Um dos maiores exemplos é o FinSpy, desenvolvido pela empresa britânica Gamma International, que cria software de monitorização para organizações estatais. Este programa tem, segundo a Kaspersky, funcionalidades de 'Spy-Trojan'. The Citizen Lab descobriu versões móveis do FinSpy em Agosto de 2012 para as plataformas Android, iOS, Windows Mobile e Symbian.

Embora haja diferenças entre elas, "todas podem fazer o rastreio de praticamente todas as operações dos utilizadores no dispositivo infetado, seguir o seu paradeiro, fazer chamadas em segredo e enviar informação para servidores remotos."

"A instalação de um software espião é mais fácil do que parece, basta ter acesso ao dispositivo móvel durante alguns minutos", explica o analista sénior de malware da Kaspersky Lab, Vicente Díaz. "E isto até pode ser feito de forma remota, conseguindo que a vítima clique num link que lhe chegou via SMS ou correio electrónico. Uma vez instalado o malware de forma furtiva no dispositivo, pode-se aceder ao email ou utilizar esse telefone como microfone."

O código mallicioso é fácil de instalar e pode levar o utilizador a crer que tem o telemóvel desligado, mas na verdade está a ser rastreado

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