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Por Nuno Azinheira

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A atualidade vem sempre primeiro. E se a atualidade for de futebol, então não há comentador que resista

A festa do costume e... o novo protagonista

30/04/2012 | 23:00 |  Dinheiro Vivo

A festa do FC Porto, domingo à noite, não foi muito diferente de qualquer outra. Tivesse sido o Benfica campeão e as coisas ter-se-iam processado da mesma forma. O futebol é irracional - e é dessa irracionalidade que advém a sua beleza, a sua força e o seu impacto na sociedade civil portuguesa.

Por muito que haja quem não goste do facto de a TVI ter interrompido o comentário de Marcelo Rebelo de Sousa para anunciar o título de campeão nacional do FC Porto, esse é o procedimento normal. A atualidade vem sempre primeiro. E se a atualidade for de futebol, então não há comentador que resista. Quem não se lembra, há um bom par de anos, do azedume (e saída do estúdio) de Pedro Santana Lopes, na SIC Notícias, quando foi interrompido para a estação dar em direto a chegada de José Mourinho ao aeroporto da Portela. É inevitável. Não há conteúdos mais chamativos do que o futebol. Não há nenhum produto que renda tantas audiências.

O futebol tem este lado de irracional. Mas, apesar de torcer por outras cores (pelas outras cores...), fiquei durante alguns minutos ligado à transmissão televisiva das comemorações do FC Porto. Gosto de futebol e nestas horas gosto tanto do meu clube como qualquer fanático vestido a rigor. Mas há um lado que me enternece nos vencedores. Mesmo que eu esteja do lado dos derrotados. E, portanto, lá permaneci no sofá, zappando entre os canais informativos, todos eles em direto, com as reportagens habituais cheias de nada, em direto dos Aliados, e o Porto Canal.

Já no ano passado tinha visto boa parte da emissão do Porto Canal, ainda não controlado oficialmente pelo FC Porto. E que diferença entre as duas emissões. Correspondendo ao amor pela voz do dono, seguramente, mas, desta vez, muito mais profissional, muito mais jornalística, sem repórteres histéricos repetindo banalidades, mas profissionais bem preparados, naturalmente de carne e osso, naturalmente denotando a sua emoção, mas, caramba, ninguém exige deles que sejam umas máquinas de debitar palavras! Não há dúvida - o dedo de Júlio Magalhães nota-se à légua na direção do Porto Canal.

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