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Por Nuno Azinheira

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O primeiro canal da televisão pública está finalmente a conquistar, com o 5 Para a Meia-Noite, um público mais jovem

A RTP1 voltou a aparecer no mapa

24/04/2012 | 02:35 |  Dinheiro Vivo

Cumprindo a tradição da média das anteriores temporadas, o 5 para a Meia Noite de sexta-feira é, ao cabo de duas semanas da sexta série do programa, agora na RTP1, o que regista mais espectadores. Antes com Luís Felipe Borges, agora com Nilton (pelo meio, na mais fraca das temporadas, a quinta, com Luísa Barbosa no último dia útil da semana...).

O homem dos óculos azuis registou, em média, nos seus primeiros dois programas 237 mil espectadores, um valor que duplica os melhores resultados de cada sessão do "5" na RTP2 e que permite ao primeiro canal da televisão pública ter, no "late night" de uma noite televisiva habitualmente pouco interessante para os jovens, um público menos envelhecido do que é habitual.

Olhemos como exemplo a edição da última sexta-feira: dos 238 mil espectadores obtidos no total de todo o país, 107 mil tinham menos de 35 anos, ou seja, cerca de 45% da plateia total. Não tenho as contas de cabeça, mas serão poucos, ou talvez mesmo nenhum, os programas da RTP1 (à excepção da programação infanto-juvenil, claro...) que tenham quase metade dos seus espectadores na categoria dos jovens ou jovens adultos.

Uma observação apressada dirá que, até agora, a entrada em antena do quinteto maravilha pouco efeito surtiu no share da estação naquele slot horário. A observação, como disse, é apressada e, como tal, corre o risco de estar errada. No cômputo geral, é verdade que as dez edições exibidas nas duas primeiras semanas registam, de acordo com os dados da GfK, uma média de quota de mercado de 11,1%, ou seja, 2,5 pontos percentuais abaixo da média da estação. Numa primeira análise, simplista e apressada, repito, dir-se-ia que, até ver, não está a resultar. Só que é preciso perceber o tamanho da montanha que a RTP1 está a escalar àquela hora. Por um lado, o canal não tem, há muitos anos, qualquer tradição de programação minimamente atrativa para os mais jovens naquele horário; por outro lado, o 5 para a Meia Noite ainda agora chegou e o público estava habituado a vê-lo noutro canal.

Logo à segunda temporada defendi, em textos públicos, a passagem do "5" do segundo para o primeiro canal. Não esperava que os 100 mil espectadores habituais se transformassem, por artes mágicas, em meio milhão. Era evidente que o programa podia crescer, mas sobretudo, podia dar à RTP1 um novo fôlego, ajudar a refrescar um auditório que tem no público com mais de 55 anos a sua principal bandeira. É o que está a acontecer.

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