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Por Ana Marcela

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Luís Paixão Martins, administrador do grupo Flat Marketing, que detém a LPM e a Next Power, analisa o arranque do ano na comunicação

"O único critério é o preço mais baixo"

Luís Paixão Martins, Flat Marketing
D.R.
14/04/2012 | 00:00 |  Dinheiro Vivo

Procura pelos serviços das consultoras de comunicação não tem faltado, diz Luís Paixão Martins, administrador do grupo Flat Marketing que, entre outras empresas detém a LPM e a Next Power. O problema parece ser os preços. E os concursos onde o preço é o critério determinante. Luís Paixão Martins analisa o trimestre para o sector e dá conta de como correu o arranque do ano para o grupo.

Em termos de negócio como correu o trimestre para o sector das consultoras de comunicação? Houve mais ou menos procura por face ao ano anterior? Como foi para a sua consultora?

Fechamos o primeiro trimestre com quebra de um dígito nos 'revenues' [receitas brutas], colocando o nosso desempenho a um nível idêntico ao de 2010. Em 2011, no total do ano, tínhamos registado o crescimento dos 'revenues" em 7,3% para cerca de 6 milhões de euros.

Que razões aponta para isso?

A tendência ligeiramente negativa não resulta da diminuição da procura. Assinámos oito novos contratos permanentes de clientes novos no 1º trimestre. Resulta, isso sim, da diminuição da contratação de disciplinas de relações públicas (RP) mais qualificadas como aconselhamento estratégico de comunicação e public affairs. Em oposição, aumentaram as oportunidades de contratação em serviços mais tangíveis e em pontuais. Também se está a dar uma migração lenta do analógico para o digital, sendo que no digital se trabalha, por enquanto, com margens mais baixas.

Este ano decorreram mais concursos do que o habitual no mesmo período? O que pretendem as empresas?

O problema dos concursos não é serem ou não mais numerosos porque continuamos a ser seletivos na aceitação dos convites. O problema é que se multiplicam os concursos cujo único critério é o preço mais baixo. E isso puxa para baixo a prestação de serviços. O caso mais escandaloso é o de uma consultora que se apresentou com o preço de 48 mil euros a uma empresa do PSI 20 cujo contrato incumbente era de 160 mil euros.

No caso das consultoras de comunicação concretizou-se a expectativa de mais negócio em torno das privatizações? Como foi para a sua consultora?

Apesar de o modelo seguido pelo Estado português reduzir a competição entre potenciais interessados, nas primeiras operações realizadas estivemos envolvidos como "antenas" de entidades que seguiram a evolução dos processos. A dúvida é se, em função do modelo seguido, esse interesse se vai manter.

Qual é a sua expectativa para 2012?

Neste ano prevemos ter cerca de 5,5 milhões de euros de "fee income". Os indicadores do 1º trimestre confirmam essa tendência.

Também nas consultoras de comunicação "se está a dar uma migração lenta do analógico para o digital", diz Luís Paixão Martins

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