...
17/09/2014 | 14:31 | MOBILE | RSS
RSS
+-TEXTO

Por Dinheiro Vivo

PUB
Na era da tecnologia, escrever uma carta continua a ser a forma mais eficaz de fazer uma reclamação.

Como se escreve uma boa carta de reclamação

Cartas de reclamação
Daniel Rodrigues
28/09/2011 | 10:09 |  Dinheiro Vivo

Quantas vezes já ficou pendurado num call-center? Quantas vezes já tentou fazer uma reclamação e não conseguiu? Quantas vezes não obteve qualquer resposta? Muitas, é o mais certo. A razão é muito simples: não se está a queixar como devia. Jasper Griegson, autor de obras como «O rei dos queixosos», explica em quantos passos se escreve uma boa carta de reclamação.

Primeiro ataque. Uma carta é a melhor forma de se queixar. Um email é pouco eficaz e fazer um telefonema pode levar a que fique pendurado durante muito tempo. Como actualmente se escrevem poucas cartas, é uma área menos saturada. A regra básica é escrever uma carta curta e clara nos objectivos. Não mande uma resma de papel, porque ninguém a vai ler.

Destino certo. Nunca envie a sua carta para um serviço de clientes. Arranje o nome de alguém com responsabilidades, como o director financeiro da empresa, por exemplo. É bem possível que encontre estes nomes no website das empresas.

Acertar no alvo. Para ter a certeza de que a sua carta chega onde deseja, escreva ou desenhe algo no envelope que faça a sua missiva sobressair. Pode ser «Privado» ou «Confidencial», por exemplo. Papel perfumado pode, em algumas situações, ser uma opção.

Provas claras. Se tiver alguma prova da sua reclamação, mostre-a. Se se está a queixar da existencia de baratas no seu apartamento alugado, envie fotografías. Se tem outro tipo de documentos, como garantias ou recibos, devem ser anexados, com um clip, à carta. Nunca envie os originais, sempre fotocópias, não vá o correio extraviar a sua correspondencia.

Sente-se com sorte? Pode estar zangado, mas não deve escrever uma carta furiosa. Se conseguir estabelecer diálogo com o seu destinatário é mais improvável que receba uma resposta automática gerada por um computador.

O que deseja. Deixe claro que pretende uma compensação, mas não especifique o quê. Termine a carta solicitando um "gesto de boa-vontade". Pode ter uma boa surpresa. Se não ficar impressionado, pode sempre voltar à carga.

Não se deixe ficar. O mais certo é que a empresa em causa tente justificar-se, argumentando que a sua queixa não tem razão de ser. Não desista e nunca aceite uma primeira oferta e frise que uma desculpa de duas linhas não o vai satisfacer. Se assim for, mude de estratégia e envie a mesma carta a todos os membros da administração. Ao alargar a sua audiência, aumenta a probabilidade de alguém considerar que é melhor chegar a um acordo. Se ainda assim falhar, leve a sua queixa para os tribunais.

Conseguir alguma empatia com o destinatário da sua queixa é meio caminho andado para obter sucesso.

Opinião&Blogs
Eleições em modo Kill Bill
Por  João Almeida Moreira
02:28
Quem tem tromba é o elefante   Por  Joana Petiz
23:52
A imigração segundo o Conde de Gouvarinho   Por  Sérgio Figueiredo
00:00
Levantar a cabeça   Por  João Adelino Faria
Slideshows