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Por Ana Margarida Pinheiro

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No último mês do ano, o malparado aumentou no consumo e diminuiu na habitação. Ao mesmo tempo, o total de crédito concedido diminuiu

Nunca as famílias tiveram tantas dificuldades em pagar à banca

Maioria do crédito está a ir para a casa
D.R.
13/02/2013 | 13:12 |  Dinheiro Vivo

Nunca o crédito malparado das famílias tinha sido tão elevado. No mês de dezembro, o Banco de Portugal registou um total 5.103 milhões de euros em cobrança duvidosa. É o valor mais elevado desde 1998, altura em que o Banco de Portugal começou a disponibilizar dados.

No último mês de 2012, os bancos concederam 134 020 milhões de euros em crédito, e deste valor, 5103 milhões são crédito de cobrança duvidosa. Isto significa que 3,8% do total de crédito concedido continua a pesar na factura dos bancos.

No total desse mês o crédito malparado entre as famílias voltou a aumentar - só entre novembro e dezembro registaram-se mais 19 milhões de euros de cobrança duvidosa -, como de resto tem sido a tendência dos últimos meses, mas foi o malparado no consumo que conduziu a cobrança duvidosa para um novo máximo.

Enquanto que o crédito malparado na habitação caiu ligeiramente entre o mês de novembro e dezembro, de 2260 milhões para 2253 milhões de euros, a cobrança duvidosa no consumo aumentou de 1562 para 1580 milhões de euros.

Desde que Portugal pediu assistência financeira que o valor do malparado no crédito aos particulares já aumentou 841 milhões de euros.

No mês de dezembro, também se manteve a tendência de redução do crédito concedido às famílias. Os portugueses receberam um total de 134 020 milhões de euros em crédito, tendo pedido mais crédito para a casa que para o consumo. Foram, assim, emprestados 109 673 milhões de euros, 81.8% do total de crédito para a habitação e os restantes 9,9% para o consumo, ou seja 13.372 milhões de euros.

Crédito de cobrança duvidosa apresenta novo máximo histórico

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