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Por Eduarda Frommhold

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O professor da Northwestern University diz que as exportações, se bem aproveitadas, podem ser o salto para uma nova economia

Sérgio Rebelo: crise pode ser a oportunidade

27/02/2013 | 20:47 |  Dinheiro Vivo

O economista Sérgio Rebelo considera que a crise pode ser vista como uma oportunidade, como o demonstra o crescimento das empresas exportadoras, mas aconselha algumas mudanças de atitude para se ter sucesso."A crise deu o grande empurrão para nos virarmos para o exterior, o que a prazo pode ser a saída da crise", acredita.

O professor de finanças internacionais na Kellogg School of Management da Northwestern University, nos Estados Unidos, que falava hoje em mais um dos "Encontros da Junqueira", organizados pela Associação Industrial Portuguesa (AIP) no Centro de Congressos de Lisboa, defende que Portugal tem produtos de qualidade e, em muitos casos, "basta vender melhor o que já se faz".

Ou seja, falta apostar mais no marketing, com "ênfase na concepção do produto, design, branding e distribuição". E deu o exemplo da Nespresso com estratégia bem sucedida, em que uma libra de café é vendida a 41,32 dólares, quando o café da Colômbia custa 7,06 dólares por libra.

Outro dos aspectos a ter em conta, segundo Sérgio Rebelo, é "vender ao cliente o que ele quer e não o que acha que ele deve comprar", sendo o produtor que se deve adaptar ao mercado para onde quer exportar. "Os portugueses querem vender no exterior o mesmo que no mercado interno e não funciona", afirmou. Aqui o exemplo utilizado foi o da Moet & Chandon, que vai produzir champanhe doce na China, que os franceses não comprariam, mas é o que os chineses preferem.

Ainda neste âmbito, explicou que para chegar a alguns mercados, como os países em vias de desenvolvimento, que é de onde vai vir o crescimento da procura, pode ser necessário simplificar os produtos, para torná-los mais baratos, naquilo a que chamou "reverter a inovação".

Também importante é conseguir produzir localmente no mercado para onde se exporta, o que "permite gerir o risco cambial". E aí, Portugal poderá na sua opinião mesmo beneficiar, tornando-se um país atrativo do investimento estrangeiro para produção para a Europa, devendo ser criadas as condições para tal, considera o professor.

Vender melhor o que já se faz, adaptar os produtos aos mercados para onde se exporta e produzir localmente são alguns dos conselhos

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