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Por Pedro Araújo

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Empresas sediadas na Holanda e no Luxemburgo ajudam a alimentar números do investimento direto estrangeiro

Empresas portuguesas na Holanda criam ilusão de investimento

Pedro Reis, presidente da AICEP
D.R.
21/09/2012 | 23:00 |  Dinheiro Vivo

"Não tenho conhecimento de investimento direto estrangeiro (IDE) produtivo em Portugal", afirma Basílio Horta, antigo presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). A realidade não cola com os números e vice-versa. A estatística do Banco de Portugal mostra um crescimento significativo. Os fluxos líquidos (investimento menos desinvestimento) de IDE passaram de 1,9 mil milhões de euros, em 2010, para 7,4 mil milhões em 2011. Se retirarmos os 5,4 mil milhões provenientes de movimentos financeiros com origem na Holanda, Portugal só terá recebido dois mil milhões de euros.

Dito de outro modo, o IDE estagnou no ano passado e a estatística está a ser alimentada por movimentos financeiros (equity capital) provocados sobretudo pelas 16 empresas cotadas no PSI 20, que têm 31 sociedades registadas em Amesterdão. "A maior parte das empresas cotadas têm sede na Holanda e geram movimentos de capitais a partir desse país. São movimentos contabilísticos e as empresas estão lá porque têm um regime fiscal muito favorável. O primeiro país de exportações de capitais é a Holanda", explica Basílio Horta.

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