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Por António Perez Metelo

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A medida da TSU revela-se catastrófica em termos eleitorais. Não haverá modulação que lhe valha

A vítima colateral

21/09/2012 | 19:41 |  Dinheiro Vivo

A última sondagem sobre intenções de voto dos portugueses encerra mudanças bruscas no eleitorado e ajuda a interpretar a situação atual. O centro-direita (PSD + CDS/PP) derreteu na fornalha da austeridade: já nem atrai um terço das intenções de voto (31%).

A medida da TSU revela-se catastrófica em termos eleitorais. Não haverá modulação que lhe valha. O princípio de uma transferência permanente de rendimento do trabalho para reduzir custos das empresas é simplesmente repugnante e inaceitável para eleitores de qualquer quadrante político. A quebra em um terço das intenções de voto no PSD (de 36% para 24%) tem, seguramente, a ver com isto.

Acontece que o afundamento à direita só beneficia por inércia o PS (que também recua, marginalmente). Passa agora a exibir os mesmos 31%, que a coligação no poder. A sua proposta de "austeridade inteligente" é coisa que não se sabe bem o que seja, embora surja como algo que não há-de poder ser tão estúpido (politicamente) como aquilo que o Governo nos propõe para 2013.

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