...
31/08/2014 | 11:13 | MOBILE | RSS
RSS
+-TEXTO

Por Harvard Business Review

PUB
Vamos precisar sempre de empresários para defender o novo e ultrapassar o velho

Se não está a irritar alguém, provavelmente não está a inovar

É preciso ser disruptivo para inovar
explodingdog.com
27/05/2012 | 23:00 |  Dinheiro Vivo

Chegar, ver e inovar. Parece simples, pelo menos nas duas primeiras palavras, já a terceira é frequentemente uma declaração de guerra aos interesses instalados. Prepare-se para o combate, sobretudo porque a inovação agradece, mas também porque estará a combater com lobos veteranos.

Como editor da publicação Innovations, ouço com alguma regularidade as perguntas: "Afinal de contas, o que é a inovação? Como é que..."? (as sobrancelhas normalmente franzem-se nesta parte) "... a definiria?" Como não gosto particularmente de debater definições, costumo responder: "Essa é uma pergunta difícil. Mas uma coisa é certa: se não está a irritar alguém, provavelmente não é inovação."

Gosto desta resposta porque, se põe um ponto final na conversa, normalmente muda-a das definições para a dinâmica - que tem tudo a ver com inovação, afinal. Mas também gosto dela porque capta um obstáculo fundamental à inovação que todos os aspirantes a disruptores têm de estar preparados para enfrentar: a resposta potencialmente hostil dos veteranos que não querem ver as suas vantagens de mercado ameaçadas.

Aqui não há nada de novo. Todos sabemos que Joseph Schumpeter falou sobre a destruição criativa há décadas. E ele estava bem ciente da probabilidade de uma resistência vigorosa por parte dos veteranos ameaçados.

Realizar este tipo de coisas novas é difícil e constitui uma função económica distinta, primeiro porque ficam de fora das tarefas de rotina que todas as pessoas percebem e, segundo, porque o ambiente resiste de muitas formas que podem variar, de acordo com as condições sociais, da simples recusa a financiar ou comprar uma nova coisa, ao ataque físico à pessoa que tentar o produzi-la.

Como você, o empresário disruptivo, pode contar com encontrar pelo caminho a resistência dos veteranos (não tendo necessariamente de sofrer um ataque físico) quando tiver sucesso, a pergunta é: O que pode fazer desde o início para estar preparado para o ataque?

O famoso "Attack of the Doughboy" oferece uma boa resposta.

Quanto mais disruptiva for a sua inovação, mais o seu sucesso precisa de se parecer com a criação de um movimento político

Opinião&Blogs
O BES Angola é banco bom ou banco mau?
Por  Ricardo Reis
00:00
Suicídio   Por  João Adelino Faria
00:00
A chamada das euforias   Por  Tiago Figueiredo Silva
00:00
Quando o nevoeiro passar   Por  Joana Petiz
Slideshows