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Por Harvard Business Review

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É importante ajudá-lo a ver que o seu comportamento poderá limitar a sua carreira

O problema de trabalhar com pessoas perfecionistas

Encontre o lugar certo
D.R.
30/04/2012 | 02:10 |  Dinheiro Vivo

Tem um perfecionista na sua equipa? As boas notícias são que o seu subordinado direto tem padrões elevados e uma atenção como poucos para os detalhes. As más notícias são que ele se fixa em todas as facetas de um projeto e não consegue definir prioridades. Poderá aproveitar estas qualidades positivas sem favorecer as más? Poderá ajudá-lo a tornar-se menos rigoroso? Sim e sim. Gerir um perfecionista poderá ser difícil mas não é impossível. E se for bem feito, ambos beneficiarão.

O que dizem os Especialistas

Muitas pessoas afirmam ser perfecionistas porque acham que isso lhes fica bem. Mas o verdadeiro perfecionismo é mais uma falha do que um bem. "Todas as pessoas são perfecionistas até certo ponto. É quando isso se torna uma obsessão que é um problema," diz Robert Steven Kaplan, Professor de Prática de Gestão na Harvard Business School e autor de What to Ask the Person in the Mirror: Critical Questions for Becoming a More Effective Leader and Reaching Your Potential. Em muitos casos, este comportamento compulsivo pode ser a pedra no sapato de um funcionário excelente. "Acham que são pessoas fabulosas mas também acho que estão descontroladas," diz Thomas J. DeLong, Professor de Prática de Gestão na cátedra Philip J. Stomberg da Harvard Business School e autor de Flying Without a Net. Supervisionar um purista requer paciência e uma abordagem única. Veja abaixo várias táticas para tirar o máximo partido do seu enfadonho membro de equipa.

Valorize os aspetos positivos ao mesmo tempo que aponta os negativos

Trabalhar com perfecionistas pode ser frustrante. Estes têm tendência para serem impacientes ou hipercríticos com os outros e não são bons a delegar. "De alguma maneira, acreditam realmente que ninguém consegue fazer melhor que eles," afirma DeLong. E têm dificuldades para alocar adequadamente o seu tempo. "Focam-se nos últimos 2% excessivamente quando 94% é suficientemente bom," explica. Reconheça que embora irritante, o seu comportamento não é todo negativo. Existem também muitos pontos positivos. "Não se pode ser um perfecionista sem ter a cabeça, coração e alma no jogo. Eles estão empenhados no seu trabalho e na instituição," diz DeLong. Na realidade, devido à sua insistência na excelência, elevam muitas vezes os padrões daqueles que estão à sua volta.

Dê-lhes o trabalho certo

Os perfecionistas não são adequados para todos os trabalhos. Não lhes dê projetos em que terão dificuldades para concluir ou cargos que façam com que se descontrolem. Aceite que poderão não ser bons chefes pois têm tendência para exigir demasiado do seu pessoal (ver "hipercríticos" e "maus a delegar" acima). Também não é provável que tenham sucesso à frente de um negócio grande e complicado. Em alternativa, encontre cargos em que a sua personalidade meticulosa seja apreciada. "Coloque-os num lugar na organização com uma menor diversidade de tarefas," propõe Kaplan. Todas as empresas têm funções que exigem uma extrema atenção ao detalhe e possuem uma esfera de ação relativamente limitada.

Aumentar a autoconsciência

Mesmo no cargo certo, os perfecionistas podem causar problemas -atrasando o progresso ou desmoralizando os colegas. Tem de ajudar os seus subordinados diretos a reconhecerem quando os seus padrões de exigência têm resultados negativos. "Quando alguém se torna mais auto-consciente, poderá fazer com que tenha uma perspetiva diferente," explica DeLong. Muitos perfecionistas não percebem o que estão a fazer; outros percebem mas não estão motivados para mudar. "Sabem que não é bom para eles, mas sentem-se bem a curto prazo," acrescenta DeLong. Explique o que está a ver - "Reparei que gosta de fazer tudo bem" - e depois ajude-os a ver os pontos negativos. "Ninguém gosta de fazer as coisas só pela rama," diz Kaplan. Mas a maior parte do trabalho exige empenho e soluções de compromisso. Explique que ao definirem prioridades e identificarem o que é mais importante, podem poupar tempo e esforço. Ele também sugere explicar como as tendências perfecionistas impedem muitas vezes as pessoas de receberem avaliações completamente positivas ou de subirem à chefia. "À medida que se vai tendo mais experiência, percebe-se que o perfeito não existe," explica. Mostre aos seus subordinados diretos que libertarem-se do perfeito é um passo para alcançarem os seus objetivos.

Colocar um perfecionista num cargo que seja excessivamente complexo ou que exija gerir pessoas é um erro

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