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Por Pedro Araújo

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Números do IEFP hoje revelados mostram que o número de inscritos à procura de novo emprego é de 673.421, mais 26% do que há um ano

Desemprego: agosto leva mais 18 mil para os centros de emprego

Desempregados têm novos apoios
Adelino Meireles
14/09/2012 | 19:47 |  Dinheiro Vivo

Agosto levou mais 18 079 desempregados nos centros de emprego, um aumento de 2,8% face ao mês anterior. No final do mês de agosto de 2012, estavam registados, nos centros de emprego 673.421 desempregados, valor que representa uma subida de 26,3% face a igual mês de 2011. No espaço de um ano, o IEFP passou a registar mais 140.049 desempregados.

Curiosamente o acréscimo mensal de agosto último é praticamente semelhante ao registado em igual mês de 2011 (+18.288), o que revela uma tendência linear do mês mais caracterizado pelo emprego sazonal. O mês de setembro de 2011 registou a esperada aceleração (inscrição de 20.714 desempregados), algo que deverá acontecer quando o IEFP revelar os números deste mês.

Segundo as Grandes Opções do Plano (GOP) 2013, documento a que o Dinheiro Vivo teve acesso, a destruição de emprego vai acelerar no próximo ano, prevendo-se a perda de 55 mil postos de trabalho. As GOP preveem uma taxa de desemprego de 16%, conforme o ministro das Finanças anunciou na última terça-feira.

Comparativamente a agosto de 2011, registou-se o aumento do desemprego nos três grandes setores de atividade económica, sobressaindo os acréscimos percentuais mais elevados na "construção" (+40,2%), no "comércio, manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos" (+38,7%), na "administração pública, educação, atividades de saúde e apoio social" (+37,3%), nas "atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares" (+33,8%), nas "atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio" (+33,4%) e na "eletricidade, gás água saneamento, resíduos e despoluição" (+32,5%). Por outro lado, com a única variação homóloga decrescente, surge a "fabricação de têxteis" (-8,0%).

Desemprego aumentou em agosto 26% em termos homólogos e setembro poderá revelar uma aceleração, típica do final da época de emprego sazonal

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