...
01/09/2014 | 12:16 | MOBILE | RSS
RSS
+-TEXTO

Por Paula Brito

PUB
Só nos últimos 6 anos, as exportações da empresa familiar portuguesa cresceram 511%. No Brasil, o rei é de lombo, sem espinhas e sem pele

Riberalves sem espinhas. Cresce 10% com Brasil, Angola e França rendidos ao bacalhau

07/11/2013 | 00:07 |  Dinheiro Vivo

O lançamento de novos produtos, sobretudo para a exportação, que está a crescer, levou a Riberalves a contratar 50 pessoas, este ano.

Atualmente com 450 trabalhadores, a empresa sediada em Torres Vedras espera que o mercado internacional, onde se destacam Brasil , Angola e França, represente 45% das vendas totais. Para estes resultados contou o bacalhau demolhado ultracongelado, em relação ao qual a empresa estima um crescimento de 50%. Já Portugal pesa 60% nas vendas. "Só nos últimos seis anos, as exportações da Riberalves cresceram 511%", acrescentou Ricardo Alves (na foto), responsável pelas compras da empresa fundada há 25 anos pelo seu pai, João António Alves. Um lombo, sem espinhas e sem pele é o produto-estrela que a Riberalves criou para vender para o Brasil, mercado que pesa 33% nas vendas totais.

Leia também: Do oceano para a sua mesa

Numa visita guiada, ontem, à fábrica de Comimba, na Moita, para apresentar a parceria com o chef Avillez, Ricardo Alves explicou que, apesar da crise em Portugal, as vendas de bacalhau Riberalves cresceram 12%, no 1.º primeiro semestre do ano. O dobro da evolução do consumo total desde produto, segundo dados da Kantar (5%). Para este resultado contou o facto de o preço do bacalhau ter caído 20% em dois anos. A explicação: "há muito bacalhau no mar, ao contrário do que as pessoas pensam, ele não está em extinção", diz Ricardo Alves. A quota de bacalhau tem crescido 10% ao ano e das 1,2 milhões de toneladas, Portugal consome 350 mil toneladas (30%), o que dá 7 kg por ano per capita.

Deste modo, a Riberalves prevê que as suas vendas cresçam entre 12% e 17% no bacalhau seco e entre 10% e 15% no bacalhau pronto a cozinhar (demolhado ultracongelado). No final do ano, a empresa deverá fechar com uma faturação total entre os 140 milhões e 145 milhões de euros (mais 10%), constituindo "o melhor resultado da sua história", diz o diretor financeiro Vicente Pedro Nunes.

"Chef" Avillez dá a cara pelo ultracongelado

Foram precisos meses para que o chef acreditasse que o bacalhau ultracongelado da Riberalves é igual ao seco. "Tive dúvidas, mas comprovei que é feito com grande rigor", disse o chef, que dá a cara pela campanha. Vem da Islândia, Rússia, Noruega e EUA. É salgado no momento da pesca (não congelado), curado entre 4 e 5 meses (sem fosfatos), demolhado em água corrente e ultracongelado em 4 horas a -40º.

Vendas da empresa familiar no estrangeiro, principalmente para o Brasil, Angola e França, já representam 45% da faturação

Opinião&Blogs
O BES Angola é banco bom ou banco mau?
Por  Ricardo Reis
00:00
Suicídio   Por  João Adelino Faria
00:00
A chamada das euforias   Por  Tiago Figueiredo Silva
00:00
Quando o nevoeiro passar   Por  Joana Petiz
Slideshows