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Por Ana Isabel Ribeiro

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O empresário mergulha num desafio que é também uma paixão: comprar a parte da Cimpor que Manuel Fino não conseguiu recomprar à Caixa

Pedro Queiroz Pereira, o último dos industriais

Pedro Queiroz Pereira, empresário
Paulo Araújo
18/02/2012 | 00:21 |  Dinheiro Vivo

Antes de ser um empresário reconhecido, Pedro Queiroz Pereira era famoso pelo nome de guerra nas corridas de automóveis, PQP. Apesar de ter nascido numa das famílias mais ricas do período anterior à Revolução dos Cravos - o pai foi um dos dez empresários desafiados por Salazar a construírem o primeiro hotel de luxo em Lisboa (Ritz) -, não recebeu formação para gerir. Hoje está à frente de um dos mais importantes grupos industriais do País. A holding Semapa está nos cimentos (Secil) e na pasta de papel (Portucel Soporcel) e os negócios da família chegam ao imobiliário e ao turismo.

Como muitos herdeiros dos grandes industriais cujas empresas foram nacionalizadas, Queiroz Pereira ruma ao Brasil depois da revolução. Vive uma vida descontraída, entre a gestão de alguns negócios da família e a paixão pela competição automóvel, tornando-se amigo do piloto brasileiro Ayrton Senna.

A morte do pai, Manuel Queiroz Pereira, e do irmão mais velho acabam por colocá-lo à frente dos negócios, em Portugal, já perto dos 40 anos. Sem formação superior - frequentou a faculdade, mas não terminou - PQP prova o ditado que diz que filho de peixe sabe nadar. Aproveitou a onda de privatizações da década de 90 para criar a cimenteira Secil, a partir da qual construiu um grupo industrial de referência - não sem percalços.

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