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Por Paula Brito

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Icónica marca portuguesa de ténis vai estar à venda num dos maiores sites. Mais um passo na internacionalização da marca agora 100% nacional

Coleção primavera/verão da Sanjo à venda na Amazon

Paulo Fernando, Sanjo
Gerardo Santos
08/04/2014 | 23:00 |  Dinheiro Vivo

As famosas botas de lona pretas e brancas que fizeram as delícias dos jovens portugueses, hoje na casa dos 45 anos, vão estar à venda, dentro de uma semana, na loja online norte-americana Amazon. Entre os vários modelos escolhidos, de homem, senhora e criança, em 12 cores, não vai faltar a famosa K-100 (na foto no pé do gerente da marca, Paulo Fernandes).

Ao Dinheiro Vivo, o gerente da Sanjo revela como surgiu este passo: "Foi o nosso agente de vendas em Inglaterra, que gere a nossa loja online em Londres, que contactou a Amazon. Eles pediram amostras, enviámos fotos e, passado algum tempo, fizeram uma seleção." A expectativa é grande.

Com preços iguais aos de Portugal (entre 50 e 60 euros), os ténis à venda na Amazon pertencem à nova coleção primavera/verão 2014, que já está nas lojas nacionais há cerca de duas semanas.

Este é também o resultado de uma estratégia iniciada em 2010 e que fez a marca entrar numa nova fase, com novos donos. Para trás, mas não esquecida, fica uma liderança da década de 70 em Portugal, pela mão da histórica Fábrica de Artefactos de Borracha da Empresa Industrial de Chapelaria (EIC), de São João da Madeira.

Mas em 2009 a produção da Sanjo ganha novo fôlego, com a Fersado, na Venda do Pinheiro, concelho de Mafra. "Como não havia fábrica de vulcanização cá, fomos obrigados a ir para o Extremo Oriente", conta Paulo Fernandes. No entanto, como queria reafirmar-se 100% portuguesa, decidiu há três anos investigar e procurar as melhores máquinas e técnicas de vulcanização para produzir os sapatos em Portugal. "Fizemos os primeiros testes em setembro e aqui está a nossa primeira coleção, primavera/verão", diz o gerente.

Durante este período foram investidos cerca de meio milhão de euros, com o foco na internacionalização. Por isso, falar em faturação nesta fase é prematuro. "Vamos continuar a investir mais um ano para crescer e quando tivermos resultados da exportação, então, sim", afirma Paulo Fernandes.

"Além de Portugal, já vendemos para França, Alemanha e Inglaterra, mas queremos reforçar nestes mercados saudosistas", explica o gestor. Para isso é "preciso adaptar a fábrica, de maneira a dar resposta aos mercados onde vivem muitos portugueses com memória da marca da sua juventude, mas também aos novos". E no que respeita aos novos, a marca está a trabalhar com o objetivo de ser considerada fashion, apesar de estar apta para a prática de desporto pelo público-alvo jovem (15-30 anos), que é quem compra.

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