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Por Paula Brito

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Jogos da Santa Casa totalizaram 1,790 mil milhões de euros em vendas brutas, um crescimento de 3,5% face a 2012

"Raspadinha" atira Santa Casa para máximos históricos

Jogos Santa Casa
D.R.
29/03/2014 | 00:00 |  Dinheiro Vivo

O mote "quanto mais jogar mais hipóteses tem de ganhar" foi seguido à risca pelos portugueses no ano passado apesar da crise. A prová-lo estão os 1,790 mil milhões de euros de vendas brutas de todos os jogos sociais do Estado, um novo máximo histórico e que representa um aumento de 3,5% face a 2012. Um resultado curioso, tendo em conta que o mercado europeu caiu 2,5%.

Do valor apostado no ano passado, "97,5% foi devolvido à sociedade", representando um valor global de 1,746 mil milhões de euros.

Neste valor, 1,002 mil milhões de euros, mais 5,9% face ao ano anterior, foram pagos aos apostadores.

Para este resultado muito contribuiu a Lotaria Instantânea, a famosa "raspadinha", sobretudo a "Mini Pé de Meia" (a um euro), cuja quota de vendas aumentou de 21,8%, em 2012, para 33%, em 2013, o equivalente a 591 milhões de euros.

Para muitos portugueses os jogos são "o reduto de esperança na possibilidade de mudar de vida", disse ontem Fernando Paes Afonso, administrador executivo do Departamento de Jogos e vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, na apresentação do relatório e contas de 2013.

Jogos da Santa Casa totalizaram 1,790 mil milhões de euros em vendas brutas, um crescimento de 3,5% face a 2012

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