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Por Joana Petiz

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A especulação sem conhecimento de causa não pode trazer-lhe nada de bom. Pare de dar ouvidos a disparates

Como lidar com boatos no escritório

21/10/2012 | 23:00 |  Dinheiro Vivo

De repente chegaram aos seus ouvidos rumores de que o seu chefe se preparava para anunciar grandes mudanças na empresa. Anda em pulgas. Não consegue evitar saltitar entre boatos e olhares furtivos, tudo lhe parece ter segundas e terceiras intenções. E já nem consegue concentrar-se nas suas tarefas.

Já lhe confidenciaram que se tratava de uma promoção. Já lhe garantiram que vinham aí despedimentos. E a secretária do primeiro andar até chegou a contar-lhe com ar grave a conversa que ouviu - por acidente, claro... - entre dois administradores: que a empresa tinha sido comprada por um grande investidor que tinha um historial de adquirir companhias, parti-las aos bocados e vendê-las a quem oferecesse mais. O seu colega do lado, porém, tem a certeza de saber o que se passa: o seu chefe foi apanhado nas câmaras da garagem em cenas muito pouco próprias com a mulher do patrão e o vídeo chegou a estar na internet - ele próprio ainda chegou a vê-lo! - mas já foi desactivado.

Ridículo, não é? Pois bem, esse é o único caminho a que leva a especulação. Ao exagero, à imaginação exacerbada, a histórias mirabolantes em que nunca acreditaria se não estivesse tão envolvido na história. Se ninguém sabe que influências se movem nos bastidores - se é que elas existem - porque é que insiste em ouvir ou mesmo inventar teorias, na maioria das vezes descabidas, para justificar qualquer coisa que, na verdade, nem sabe se é real? O ponto é: provavelmente, é você (e os seus colegas) que está a fabricar um facto, ao escutar e alimentar rumores. E a bola de neve só tem tendência a crescer e a precipitar-se sobre o escritório a alta velocidade, arrastando todos os que apanhar pelo caminho para o precipício.

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