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Por André Macedo

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Editorial

O apagão do Governo na REN é para levar a sério

04/02/2012 | 00:00 |  Dinheiro Vivo

1. A venda de 21,3% da EDP à Three Gorges foi um grande negócio. A venda de 40% da REN à State Grid (China) e à Oman Oil é uma péssima decisão. É infinitamente mais arriscada. Enquanto a compra de energia acontece num mercado em que, apesar da atual falta de concorrência no segmento residencial, os consumidores têm sempre escolha, na distribuição não há alternativa nenhuma. Há uma empresa e ponto final parágrafo.

Se a REN deixar de cuidar dos cabos e das torres de alta tensão e reduzir os investimentos, não há opção para os vários fornecedores de energia elétrica - EDP, Endesa, Galp, Iberdrola - nos fazerem chegar o seu produto. Simplesmente não é possível montar uma rede de distribuição paralela. Portanto, perante este verdadeiro monopólio natural teria feito sentido que o Estado não sonhasse sequer em perder o controlo da REN: preservar zelosamente a maioria das ações seria a única forma de assegurar este serviço vital para o funcionamento do País. Os 593 milhões encaixados pelo Estado não servem como justificação: equivalem a menos de 0,4 % do PIB. Uma ninharia para um risco tão plausível e elevado.

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