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Por André Macedo

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Editorial

O tal canal nacional

09/05/2012 | 09:01 |  Dinheiro Vivo

A angolana Isabel dos Santos acaba de tornar-se a maior accionista da ZON e é provável que não fique por aqui. Apesar das acções estarem baixas, candidatos a vender não faltam, até porque muito deles não pagaram (directamente) para entrar no capital da operadora de cabo - receberam acções no âmbito do spin-off (separação) da PT - ou seja, não terão grandes embaraços em vender baratinho.

Portanto, chegamos a Maio com mais uma grande empresa nacional a mexer-se em bolsa. Depois da EDP e da REN e com os movimentos da Cimpor e da Brisa, a ZON é a cotada que se segue.

No meio de todos estes negócios, um ponto em comum: em nenhum deles (ou quase) há capital de empresários nacionais. Na OPA sobre a Brisa há um arzinho pequenino do grupo Mello (uma espécie de front office), mas na verdade há também um relevante accionista estrangeiro por trás com um peso que só a prazo se perceberá melhor, além de que o negócio, como no caso da Cimpor, é feito com o pêlo do cão.

Portanto, dinheiro nacional, quase nada. As acções (5%) compradas ontem por Isabel dos Santos à Telefónica nem sequer foram financiadas por bancos portugueses - embora neste caso seja uma boa notícia, porque com tanta falta de crédito a empresária angolana não ajudou a secar mais o poço.

Seja como for, é claro que o destino do PSI 20 está traçado - baratinho como está (caiu 60% desde 1 de Janeiro de 2008), quem tiver capital ou acesso ao capital aproveitará para reforçar a sua posição, livrando-se de parceiros sem vontade, parceiros necessitados/desesperados ou até parceiros indesejados.

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