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Por André Macedo

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Editorial

As cinco chaves da semana

04/05/2012 | 23:00 |  Dinheiro Vivo

Aplique a diáspora e esfregue bem

Diáspora não é uma doença de pele e Cotec não é a pomada para aplicar duas vezes ao dia nas zonas afetadas. Não vale a pena consultar o seu médico. Diáspora foi a palavra mais repetida ontem no encontro que a Cotec (Associação Empresarial para a Inovação) organizou em Cascais e que teve o privilégio de juntar 24 grandes (enormes, gigantes, poderosos) gestores portugueses ou lusofalantes com responsabilidades em multinacionais, digamos, universais.

Não há qualquer dúvida de que a ideia de juntar estas cabeças é excelente em qualquer momento, mas numa altura de enormes desafios ainda o é mais, até porque permitiu juntar à equipa não apenas Passos Coelho e Cavaco Silva, mas também Durão Barroso.

Ora bem, com estes ingredientes surpreende a pobreza do resultado (conhecido). Faz algum sentido fazer um happening deste calibre e esconder os gestores - ninguém pôde falar com eles - e dar voz apenas aos políticos que ouvimos todos os dias? O encontro de ontem é o retrato do país: somos uma oportunidade estragada pelo gasto statu quo político-partidário. Saiam da frente, bolas, deixem ver os fazedores. Ontem era o dia deles.

Ponto final - A reunião de ontem reflete o nosso atraso. Não o resolve.

O Pingo Doce sem nódoa

Há pelo menos duas maneiras de olharmos para a ação de guerrilha social do Pingo Doce. A primeira (sobre a qual escreve o Pedro Bidarra - eia aqui) sublinha a notória e notável incompetência dos sindicatos em saber aproveitar o momento histórico que vivemos para mobilizar as pessoas até para o 1.o de maio - talvez até aproveitando, já em andamento, a fantástica boleia do Pingo Doce. A segunda maneira de olharmos para o fenómeno de terça-feira realça o seguinte: como é fácil criar assunto em Portugal!

Numa altura em que só se fala de fragmentação do interesse das pessoas, uma marca de supermercados dominou por completo a atenção de um país inteiro. Nem todos gostaram, é verdade - os moralistas de direita sentiram-se repugnados com a visão do povo em delírio (uma fila de fãs da Apple é bem mais chique); os de esquerda ficaram previsivelmente enojados com o poder de atração hipnotizante do maravilhoso arroz carolino a preço de saldo.

Convém esclarecer estas almas penadas que o que aconteceu em Portugal aconteceria em todo o lado, de Oslo a Beirute, com uma diferença - não teria o foco mediático que teve porque ações destas são mais comuns noutros lados.

Ponto final - Pingo Doce em alta.

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