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Por Tiago Figueiredo Silva

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O presidente da CMVM, Carlos Tavares, defendeu a divisão entre a banca de investimento e a banca de retalho

Carlos Tavares: "A CMVM estudou a OPA à Cimpor até à exaustão"

Carlos Tavares, presidente da CMVM
Mário Cruz
30/05/2012 | 11:47 |  Dinheiro Vivo

"Temos sido confrontados com surpresas. Existem vários exemplos. Em 2009, alertou-se para o aumento da despesa pública porque em 2011 iria haver reembolsos brutais, mas ninguém ligou nenhuma. Também os riscos no sector imobiliário no Reino Unido e em Espanha também foram alertados, mas sem qualquer efeito. Hoje temos o exemplo do Bankia. Ou seja, mais cedo ou mais tarde os problemas surgem", afirmou o presidente da CMVM, Carlos Tavares, na comissão de orçamento das finanças e da administração pública.

"No mercado dos CDS (credit default swaps) passa-se o mesmo, porque ninguém sabe os riscos que existem. Por isso continuamos prudentes face a esta crise. Há toda uma mudança de enquadramento de paradigmas na economia mundial. A globalização criou um enquadramento totalmente diferente", argumentou.

"Temos de ser muito prudentes para não extrapolar situações passadas para o presente, porque o quadro hoje é muito diferente. Temos de compreender o que se está a passar, mudar a governação se necessário e atualizar as práticas.

"Temos sido confrontados com surpresas. Existem vários exemplos. Em 2009, alertou-se para o aumento da despesa pública porque em 2011 iria haver reembolsos brutais, mas ninguém ligou nenhuma. Também os riscos no sector imobiliário no Reino Unido e em Espanha também foram alertados, mas sem qualquer efeito. Hoje temos o exemplo do Bankia. Ou seja, mais cedo ou mais tarde os problemas surgem", afirmou o presidente da CMVM, Carlos Tavares, na comissão de orçamento das finanças e da administração pública.

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