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Por Miguel Ángel Boggiano

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É preciso cada vez mais pólvora para tranquilizar os mercados, mas estes ficam cada vez mais desconfiados destas soluções paliativas

O resgate a Espanha não vai funcionar

11/06/2012 | 01:15 |  Dinheiro Vivo

Os governos fazem o que melhor sabem: tratar de salvar-se a si próprios. O caso do resgate a Espanha é apenas mais um exemplo. Porquê?

Porque a solução final é extremamente traumatizante e ninguém quer assumir o seu custo político. Por isso, continuam a atacar os sintomas mas não chegam à questão de fundo. Porquê? Porque o problema de fundo é que nem Espanha nem Itália nem a Grécia são economicamente viáveis com o euro. E quando acabarem por sair, as cabeças dos políticos no poder vão rolar. Pelo que o jogo consiste em chutar a bola para a frente com tudo o que se possa.

Onde começa a complicar-se? No momento em que é preciso garantir injeções de capital maiores ou estimular o avanço da bola e quando, além disso, a bola voltar cada vez mais depressa para trás. Dito de outra forma, é preciso cada vez mais pólvora para tranquilizar os mercados, mas estes ficam cada vez mais desconfiados destas soluções paliativas. Querem acreditar. Precisam de acreditar. Mas eventualmente o pânico volta.

No momento em que escrevo, o euro deu um salto positivo, valorizando com este novo pacote de ajuda.

Quanto tempo vai durar este alívio? É difícil dizer. Talvez umas semanas. Talvez só uns dias. Ou apenas poucas horas.

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