Coronavírus

Vinho. Exportações voltam a terreno positivo em junho e crescem 16%

Vinho. Fotografia: Carlos Manuel Martins / Global Imagens
Vinho. Fotografia: Carlos Manuel Martins / Global Imagens

No acumulado do primeiro semestre a evolução ainda é negativa, com as vendas ao exterior a recuar 0,9% para 365 milhões de euros

As exportações de vinho cresceram 16% no mês de junho para um total de 65,2 milhões de euros, mais nove milhões de euros do que em igual período de 2019. Apesar desta recuperação, o sector não conseguiu, ainda, anular as quebras de 4% em abril e de 18% em maio, pelo que, no acumulado do primeiro semestre, as empresas portuguesas de vinho exportaram menos 0,9%, no valor total de 365 milhões de euros. O presidente do Instituto da Vinha e do Vinho admite que a quebra no semestre “é preocupante”, mas mostra-se convicto que a situação se poderá alterar rapidamente.

“Ainda estamos a analisar os números, mas é muito preocupante fecharmos o semestre negativos”, admite Bernardo Gouvea, em declarações ao Dinheiro Vivo, sublinhando que o comportamento das exportações foi “totalmente díspar” entre os destinos europeus e extracomunitários. Na verdade, as exportações para a União Europeia caíram 14% no acumulado do semestre (embora, só no mês de junho, já tenham crescido 9,5%) para 173,8 milhões de euros, quanto as vendas para países terceiros cresceram 15,5% para 191,2 milhões.

“É sempre mais difícil recuperar nos países terceiros, ou seja, se conseguirmos manter esta dinâmica de crescimento, assim que a Europa começar a recuperar, as nossas exportações recuperarão mais rapidamente”, acredita Bernardo Gouvea. E os dados de junho parecem ajudar: as vendas de vinhos para fora da União Europeia dispararam 23,9% para 31,7 milhões de euros, um aumento de seis milhões face a igual mês do ano passado.

Em termos dos principais mercados, a França está a cair 9,9%, para 50 milhões de euros, embora no mês de junho já tenha crescido 20,8%, e a Alemanha perde 4,75% para 24,3 milhões (em junho cresceu mais de 20%). Mas a Holanda já cresce no acumulado do semestre 5,3% para 19,149 milhões e o Reino Unido também: 14,5% para 29,4 milhões de euros. Em terreno positivo estão, também, os Estados Unidos e o Canadá, a crescer, respetivamente, 9,9% e 11,32% para 23,5 milhões e 44,8 milhões de euros. O Brasil desliza 0,9% para 22,3 milhões de euros.

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