Pine Cliffs

Reservas disparam 56% em sete dias de abertura do corredor com Londres

Restaurante de praia 
 Maré at Pine Cliffs 
(Maria João Gala /Global Imagens)
Restaurante de praia Maré at Pine Cliffs (Maria João Gala /Global Imagens)

“Perdas avultadas” não afetam investimentos. Hyatt e Yotel avançam, projeto em Gaia vende “acima da média”, diz diretor-geral do grupo, Carlos Leal.

Um efeito direto de mais 800 mil euros nas receitas é o saldo de uma semana de abertura do corredor turístico entre o Reino Unido e Portugal. O que revela bem a importância do mercado britânico para Portugal – e em particular para o Algarve. Para o Pine Cliffs, “o efeito foi imediato”, assegura o diretor-geral da United Investments Portugal (UIP), grupo em que está integrado o resort algarvio. “Numa semana, as reservas aumentaram 56%, sendo a maioria ainda para este verão, até meados de setembro”, revela ao Dinheiro Vivo Carlos Leal, que sublinha a importância do incremento mas admite que “não chegará para recuperar todo o ano de 2020”.

Sendo o Reino Unido o maior mercado dos hotéis do UIP, em particular do Pine Cliffs Resort – “e prevemos que seja também para o Yotel Porto, que iremos abrir ainda este ano”, admite o diretor-geral -, Portugal teve, neste ano de covid e confinamento, uma subida relevante. “Os portugueses encontraram nos nossos resorts uma alternativa segura, de qualidade superior, às viagens que tinham previstas para o estrangeiro”, justifica Carlos Leal, relevando que o top 5 de clientes do grupo se completa com Alemanha, Holanda e Espanha/França, mas antes da covid “registava-se um forte crescimento nos mercados americano e brasileiro”.

Com o fecho de fronteiras e as incertezas quanto ao futuro, o responsável admite já “perdas avultadas, impossíveis de recuperar”, mas se mesmo no pior momento conseguiu manter todos os funcionários (recorrendo ao lay-off ), mantém agora o otimismo – e os planos traçados. “A covid não vai durar para sempre e o UIP já está a pensar no futuro, continua a desenvolver novos investimentos e a encontrar soluções inovadoras para captar mercados e clientes.” Assim, apesar de alguns atrasos de obra devido ao confinamento, os investimentos em Lisboa e no Porto continuam. “O Yotel abre neste ano e iremos apresentar a unidade modelo do Hyatt ainda neste trimestre; o projeto da Quinta Marques Gomes, em Vila Nova de Gaia, também está a seguir o seu curso com vendas imobiliárias muito acima da média.”

A prudência, apesar de tudo, mantém-se no que respeita a novos movimentos: “Estamos a estudar alternativas e a restruturar para estarmos mais resilientes.”

Medidas não chegam
Considerando fundamentais as medidas tomadas pelo governo desde o início da pandemia, Carlos Leal considera, porém, que é preciso ir mais longe no apoio ao turismo, sob pena de não se conseguir evitar muitas insolvências, desemprego a disparar e menos receita fiscal. “Crédito tem de se pagar mais tarde ou mais cedo, é adiar o problema.”

O que podia ser feito? “A carga fiscal tem de ser aliviada ou anulada, no curto/médio prazo. Por exemplo, o IVA na restauração e no golfe continua alto e devia ser reduzido, ou até eliminado por determinado tempo.” O responsável defende medidas de segurança de entrada no país, para garantir que os corredores com os nossos principais mercados se mantêm abertos e a diversificação da oferta com uma boa estratégia de marketing.

“Portugal pode combinar o turismo convencional com o de natureza, o de saúde, o cultural, o oceânico, e construir uma oferta competitiva”, defende o diretor-geral.

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