Ambiente

Facebook cria centro de informação sobre alterações climáticas ao estilo covid

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Facebook anunciou o lançamento de um centro de informação sobre as alterações climáticas e planos de sustentabilidade para a próxima década

Chama-se ‘Climate Science Information Center’, é um espaço próprio dentro da própria rede social Facebook e é totalmente dedicado às alterações climáticas. Irá surgir em breve em Portugal e é lançado em alguns países já esta semana. O formato e tipo de conteúdos vai funcionar de forma semelhante ao que à maior rede social do mundo (com mais de 2,6 mil milhões de utilizadores ativos anunciados) já faz com a pandemia de coronavírus.

A ideia passa por intensificar o combate às alterações climáticas durante a próxima década, explica a empresa em comunicado, adiantando que ainda em 2020, as operações globais do Facebook “vão alcançar zero emissões líquidas de carbono e serão 100% apoiadas por energia renovável”.

O novo espaço de informação pretende contrariar algumas teorias da conspiração e grupos bem sucedidos em contrariar dados científicos sobre as alterações climáticas – especialmente nos Estados Unidos. Daí que as informações fornecidas para o tal espaço sobre ciência climática tenham o contributo de organizações sem fins lucrativos e empresas especializadas no tema

Por lá será possível encontrar “factos e dados sobre os impactos das alterações climáticas”, com o Facebook a indicar que pretende “aproveitar a força das plataformas do Facebook para espalhar a palavra sobre as alterações climáticas”. “O ‘Climate Science Information Center’ procura educar e inspirar, indicar ações individuais que podem fazer a diferença, e ainda ajudar os parceiros do Facebook nas questões temáticas a acompanharem as conversas da comunidade sobre este tópico”.

Da lista de parceiros fazem parte o ‘UN Environment Programme (UNEP)’, ‘The National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA)’, das Nações Unidas, o ‘World Meteorological Organization (WMO)’ e ‘Panel on Climate Change (IPCC)’.

O Facebook explica que “percebeu a importância de dar às pessoas o acesso à informação mais rigorosa com o ‘Centro de Informação sobre o coronavírus’” que já “direcionou mais dois mil milhões de pessoas às informações das autoridades de saúde”. O ‘Climate Science Information Center’ é lançado esta terça-feira no Reino Unido, EUA e França. Em breve será lançado nos restantes mercados.

 

Objetivo: chegar às zero emissões

A empresa explica que depois de, em 2018, ter estabelecido a meta de atingir 75% de redução absoluta nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) e apoiar todas as suas operações globais em energia 100% renovável até o final de 2020, diz estar no bom caminho de lá chegar. “Estes compromissos estimularam a construção de mais de 5.400 megawatts (MW) de nova capacidade de energia solar e eólica em todo o mundo e reduziram as emissões do Facebook em mais de 2,6 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) nos últimos três anos”, indica o comunicado.

A nova meta para a próxima década do Facebook é o compromisso de atingir zero emissões líquidas nas suas operações globais e cadeia de valor em 2030, com energia renovável, operações hiper eficientes, envolvimento de fornecedores e soluções de remoção de carbono como pilares desse esforço.

O Facebook reconhece “que a situação é urgente” em torno das alterações climáticas e a sua aceleração, com a comunidade científica a acreditar “que as temperaturas continuarão a subir nas próximas décadas, em grande parte devido ao dióxido de carbono produzido pelas atividades humanas”. É ainda explicado que isso significa que os glaciares continuam a derreter, o nível da água do mar continua a subir e as ondas de calor serão cada vez mais quentes e mais longas.

O Facebook anuncia ainda que se comprometeu com a iniciativa ‘Science Based Targets (SBTi)’, que considera as metas adotadas pelas empresas para reduzir as emissões de GEE como baseadas na ciência, desde que estejam alinhadas com o que a comunidade científica considera necessário para cumprir os principais objetivos do Acordo de Paris. Essas metas incluem limitar o aquecimento global a menos de 2 ° C acima dos níveis pré-industriais e encetar esforços para limitá-lo a 1,5 ° C.

As operações globais do Facebook vão, assim, assentar em energia 100% renovável “para alcançar zero emissões”. “É por isso, a cada novo data center que o Facebook constrói, adiciona energia renovável à rede local. Os 5.400 MW de nova capacidade solar e eólica que o Facebook contratou desde 2013 podem abastecer mais de 1,6 milhão de residências nos EUA. E procura ainda garantir que toda essa energia renovável viva na mesma rede elétrica que os seus data centers”.

 

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