Investimento

Portugal convidado a investir na diversificação da economia angolana

João Lourenço, presidente da República de Angola, recebido, no Porto, pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira. Fotografia: Pedro Correia/Global Imagens
João Lourenço, presidente da República de Angola, recebido, no Porto, pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira. Fotografia: Pedro Correia/Global Imagens

Seminário Portugal-Angola sensibiliza empresários portugueses para apostem e cooperarem em diferentes atividades económicas.

A prioridade de Angola é a diversificação da economia. “A nós também, nos interessa promover a diversificação dos investimentos portugueses em Angola”, disse Augusto Santos Silva, ministro português dos Negócios Estrangeiros, na abertura do Fórum económico Portugal-Angola, a decorrer na Alfândega do Porto.

Recordando que o presidente de Angola, João Lourenço, afirmou, já em Portugal, que o seu país tem de se esquecer que é um produtor de petróleo, o ministro português lembrou que há muitos outros recursos onde os portugueses têm espaço para investir e cooperar.

Angola quer desenvolver o setor agroalimentar e florestal e Portugal tem capacidades “que podemos partilhar e que Angola pode beneficiar”, quer no domínio privado quer nas instituições públicas, reforçou o ministro.

“Angola diz: ‘Nós queremos substituir as exportações’ e nós dizemos que queremos ajudar”, sublinhou Santos Silva.

Na qualificação dos recurso humanos, na formação de professores, na gestão escolar e na contratação de professores será assinado dentro de poucas horas um acordo entre os dois países.

O ministro angolano da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, destacou que Angola ambiciona um “crescimento económico inclusivo”, visando a melhoria do bem-estar da população e a redução da pobreza.

Pedro Luís da Fonseca reconheceu os desequilíbrios da economia angolana, ao nível da “fraca de capacidade de produção do seu tecido empresarial e da elevada taxa de incorporação de matérias primas importadas”.

Condições mais atrativas

Luís Castro Henriques, presidente da AICEP-Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, fez saber que o organismo que lidera tem já programado para 2019 um conjunto de visitas de prospeção de negócios às províncias angolanas, a presença em feiras e a promoção de missões empresariais.

Castro Henriques, que falava para uma plateia de cerca de 400 empresários, frisou que Angola não vive só de comércio mas também de investimento. “Portugal tem seis mil empresas que exportam para Angola e mais de mil com capital português ou misto em Angola”, disse.

Por sua vez, o presidente da congénere angolana da AICEP, Licínio Contreiras, fez questão de sublinhar que Angola quer “aumentar o peso dos produtos não petrolíferos no PIB”.

O responsável adiantou que a lei do investimento angolano sofreu alterações, nomeadamente, “já não há montante mínimo no valor do investimento e já não há obrigatoriedade de ter um parceiro angolano com 35% do capital”.

Licínio Contreiras convidou as empresas portuguesas a investir nas áreas dos produtos alimentares, agricultura, pecuária e pescas, têxteis e calçado e turismo. Como referiu, “há um regime especial de investimento para os setores prioritários”.

Angola, a este nível, foi dividida em quatro zonas, havendo benefícios fiscais mais relevantes nas regiões com menos infraestruturas e menos desenvolvidas, ou seja, nas dos interior.

 

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