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BPI. Isabel dos Santos ainda não dá acordo por fechado. CaixaBank não comenta

Fotografia: D.R.
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Isabel dos Santos aponta ter esperança que as negociações sejam "concluídas com êxito" mas diz que há "elementos pendentes". CaixaBank não comenta

As negociações entre o CaixaBank e a Santoro a propósito do BPI ainda não estão totalmente fechadas, como os comunicados divulgados no passado domingo davam a entender. A holding da empresária Isabel dos Santos emitiu este sábado um comunicado onde salienta “que ainda há elementos pendentes que precisam de ser resolvidos”.

No domingo passado, dia 10 de abril, o dia em que terminava o prazo imposto pelo Banco Central Europeu para o BPI resolver a exposição a Angola, o banco liderado por Fernando Ulrich comunicou à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM) que tornava “público ter sido informado pelo CaixaBank e pela Santoro Finance que se encerraram hoje [10 de abril] com sucesso as negociações”.

Como não foram avançados quaisquer detalhes sobre o acordo que teria sido fechado entre as partes, a CMVM acabou por decretar a suspensão da negociação das ações do BPI em bolsa, suspensão que durou toda a semana e que, aparentemente, deverá continuar mais alguns dias. No comunicado divulgado dia 10 de abril, o BPI referia que o acordo estava vertido “num conjunto de documentos contratuais que serão apresentados aos órgãos sociais competentes nos próximos dias e que, tão logo sejam aprovados, serão comunicados ao mercado”.

Ou então não…

Afinal, e aparentemente, este acordo anunciado no último domingo não está assim tão concluído como o anúncio do BPI deixava a entender. “A proposta do CaixaBank para adquirir o controlo do BPI ainda está para ser finalmente acordada”, aponta o comunicado divulgado hoje pela Santoro. “Tenho esperança de que as negociações em curso serão concluídas com êxito, no melhor interesse de todas as partes”, diz Isabel dos Santos, citada na mesma nota oficial.

No entender da empresária angolana “ainda há elementos pendentes que precisam de ser resolvidos” e, segundo detalha a nota da holding, Isabel dos Santos entende que “a participação atual do BPI no BFA” deve ser reduzida e que as ações deste banco angolano devem ser admitidos à cotação em bolsa.

O comunicado da Santoro, porém, não especifica que o BFA vá ser cotado na bolsa lisboeta. A entrada em bolsa deste banco, refere antes, “poderia acontecer através da dispersão das ações numa bolsa de valores adequada”, algo que “seria no melhor interesse de todos os acionistas, em Portugal e no resto do Mundo”.

Em causa as negociações entre os dois maiores acionistas do BPI para resolver o impasse em que o banco caiu depois de ter sido obrigado a reduzir a exposição ao mercado angolano, lembrança com que termina o comunicado da empresa angolana: “Esta situação resultou de uma decisão do BCE de que o BPI deve reduzir a sua exposição ao Banco de Fomento Angola. No presente momento, o BPI detém 50,1% do BFA.”

Contactado pelo Dinheiro Vivo, o CaixaBank preferiu não fazer quaisquer comentários sobre o comunicado da Santoro.

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